Doenças cardiovasculares "ameaçam" alentejanos

Doenças cardiovasculares

Um em cada três alentejanos tem elevada probabilidade de morrer de doenças cardiovasculares (DCV) na próxima década, o que é superior à média nacional.
Os dados são avançados por uma investigação recente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), intitulada “Estudo VIVA”, que indica que “um em cada quatro portugueses tem uma elevada probabilidade de morrer de DCV nos próximo dez anos, mas a proporção é um em cada três para o Alentejo”.
O estudo teve a participação de 10.008 portugueses maiores de 18 anos e residentes em 44 concelhos do país.
O objectivo prioritário do “VIVA”, já divulgado no ano passado no 33º Congresso Português de Cardiologia, realizado no Algarve, foi a caracterização dos portugueses em função do nível de risco cardiovascular, segundo a SPC.
Carlos Aguiar, vice-presidente da SPC e um dos coordenadores científicos da iniciativa, lembrou que as DCV são “a principal causa de mortalidade em Portugal”, além de serem igualmente “uma importante causa de incapacidade, sofrimento e uso de recursos económicos”.
Apesar disso, mostra o estudo, “apenas 30% dos portugueses adultos com risco elevado de DCV toma um medicamento para baixar o colesterol”.
E, sublinhou Carlos Aguiar, “a maioria dos indivíduos que toma um medicamento para baixar o colesterol não o tem realmente controlado”, pelo que “são muitas oportunidades perdidas para evitar as DCV em Portugal”.
O colesterol, disse, deve preocupar “todas as pessoas que já sofreram um problema cardiovascular, os diabéticos, todos os homens com pelo menos 40 anos, todas as mulheres com pelo menos 50 anos ou que já tenham concluída a menopausa”.
Esta problemática deve também merecer especial atenção por parte de “todas as pessoas com história familiar de DCV em idade prematura e de colesterol elevado e todas as pessoas com um ou mais factores de risco para DCV”.
Mas o colesterol não é o único factor de risco, lembrou o responsável, explicando que, para evitar as DCV, é preciso também ter em conta “a pressão arterial, o fumo de tabaco, a diabetes, a obesidade abdominal e o sedentarismo”.

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Correio Alentejo

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