Digressão de Camané vai passar pela cidade de Beja

Digressão de Camané vai

O fadista Camané inicia em Janeiro uma digressão nacional que, no primeiro trimestre do próximo ano, o levará a 13 palcos, entre os quais o do Teatro Pax Julia, em Beja.
O espectáculo na capital do Baixo Alentejo está agendada para o próximo dia 11 de Janeiro (sábado), às 21h30.
A base do alinhamento desta série de concertos é o duplo CD “O melhor de Camané”, editado este ano, que inclui “Ai, Margarida”, de Álvaro de Campos, musicado por Mário Laginha, e regista ainda, entre outros, “Mais um fado no fado”, “A cantar é que te deixas levar”, “Ela tinha uma amiga”, “A guerra das rosas” e “Escada sem corrimão”.
Nesta digressão, o fadista é acompanhado à guitarra portuguesa por José Manuel Neto, à viola por Carlos Manuel Proença, ambos distinguidos com o prémio Amália para o Melhor Instrumentista, e também por Paulo Paz no contrabaixo.
Camané, 46 anos, começou a cantar fado e a gravar ainda jovem, fortemente influenciado pelo meio familiar.
Em 1979, venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, tendo participado, na década de 1980, em várias produções teatrais de Filipe La Feria, como "Grande Noite", "Maldita Cocaína" e "Cabaret".
Em 1995, com o CD “Uma noite de fados”, gravado ao vivo no Palácio das Alcáçovas, em Lisboa, iniciou uma parceria regular com o músico José Mário Branco, como produtor, que se mantém até hoje.
Em 1998, editou “Na Linha da vida”, que a imprensa considerou um dos melhores álbuns do ano, e que incluiu fados como “Eu não me entendo” ou “Senhora do Livramento”.
Em 2008, editou “Sempre de mim”, em que interpretou poetas como Luís Macedo e Pedro Homem de Mello, e resgatou composições inéditas de Alain Oulman, compositor exclusivo de Amália Rodrigues, falecido em 1990.
Ao longo da sua carreira, até este ano, entre álbuns de estúdio, gravados ao vivo e um em que fez uma primeira compilação do seu repertório, “The art of Camané – The prince of fado”, editado em 2004 pela Hemisphere, o fadista soma 12 álbuns, excluindo os discos gravados na juventude.
Camané também tem feito incursões noutros géneros musicais!
No ano passado actuou no Festival Île de France, em Paris, numa homenagem a Cesária Évora, acompanhado pelos músicos da cantora cabo-verdiana, e foi um dos escolhidos para integrar o projecto “Humanos”, com Manuela Azevedo e David Fonseca, que recuperou temas de António Variações, 20 anos após a morte deste autor.

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Correio Alentejo

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