Desenvolvimento económico é prioritário em Castro Verde

Desenvolvimento económico

Atrair novas empresas para diversificar a base económica de Castro Verde e afirmar o concelho como “destino geriátrico” são as prioridades do autarca local até 2017.
“Há dois sectores que são fundamentais para o desenvolvimento sustentável de Castro Verde: a diversificação da base económica e a hipótese de o concelho ser um destino geriátrico”, disse à agência Lusa o comunista Francisco Duarte, que nas últimas eleições autárquicas foi reeleito para um segundo mandato.
Segundo o autarca da CDU, os sectores da agricultura e da indústria mineira são “pilares fundamentais para o desenvolvimento económico” de Castro Verde, mas a Câmara, “mesmo num contexto adverso de crise, deve criar condições para que o concelho seja atractivo para outras actividades empresariais”.
Neste sentido, indicou, a Câmara vai construir em Castro Verde o Centro de Iniciativas Empresariais do Baixo Alentejo, num investimento de 1,5 milhões de euros, para disponibilizar espaços para alojar empresas, e a Zona de Actividades Económicas.
A criação de uma zona industrial “não é um atractivo suficiente” e, por isso, o Município vai continuar “a estudar e implementar mecanismos alternativos de apoio a empresas”, como o Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e o programa “Castro Investe”, ambos em vigor.
Outra das “estratégias” da Câmara é “afirmar” como “um destino geriátrico” o concelho, onde há dois lares de idosos a funcionar, o Lar Jacinto Faleiro, em Castro Verde, e o Lar da Fundação Joaquim António Franco, em Casével.
Por outro lado, disse, no concelho, há um terceiro lar, em Santa Bárbara de Padrões, que foi construído pela Câmara, está à espera de autorização para começar a funcionar e será gerido por uma associação de solidariedade social, e um quarto lar em construção, em Entradas, cuja comparticipação nacional da obra é assegurada pelo Município.
Segundo o autarca, “sem pôr de parte a resposta às necessidades sociais da população” e devido à “abdicação do Estado em apoiar instituições particulares de solidariedade social”, através de acordos com a Segurança Social, a estratégia para afirmar o concelho como “destino geriátrico” passa por “abrir parte dos quatro lares ao mercado privado”.
O objetcivo, explicou, “é atrair pessoas que não são de Castro Verde e têm capacidade financeira para suportar os custos efectivos de internamento em valência de lar”.
Para tal, frisou, depois de concluída a fase de construção dos lares é preciso “criar condições para um trabalho em rede” entre as instituições particulares de solidariedade social de Castro Verde e outras entidades para “garantir a qualidade e a diversidade dos serviços” prestados a idosos no concelho, criando outros serviços que “podem ser acoplados à valência de internamento em lar”.

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Correio Alentejo

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