Deputado do PS questiona Governo sobre imigrantes na agricultura

Deputado do PS questiona Governo

O deputado do PS eleito por Beja questionou os ministérios do Emprego, da Agricultura e da Economia sobre os problemas dos trabalhadores imigrantes na agricultura local.
Depois das autoridades competentes terem detectado alguns casos de trabalhadores em situação ilegal e até mesmo alvo de “escravatura” no Alentejo, Luís Pita Ameixa apresentou na passada semana, na Assembleia da República, um requerimento onde pretende saber se os três ministérios têm conhecimento, “em toda a sua extensão”, da “problemática laboral, social e cultural que os grandes contingentes de mão-de-obra agrícola estrangeira que aportam, designadamente, ao Baixo Alentejo, está a criar”.
Pita Ameixa espera ainda que os ministros Pedro Mota Soares, Assunção Cristas e António Pires de Lima lhe forneçam “os relatórios e estudos que existam no Governo sobre esta matéria” e lhe revelem que “medidas de política, de recepção e integração civilizada destes imigrantes o Governo já promoveu ou projecta promover”.
A posição do deputado socialista surge após os mais recentes casos de imigrantes ilegais a trabalhar na agricultura alentejana, sobretudo na apanha da azeitona, e já depois de Pita Ameixa, em Maio deste ano, ter chamado a atenção do Governo “para as condições sub-humanas em que, muitas vezes, são recebidos em Portugal” estes trabalhadores.
“Já em Maio deste ano eu tinha referenciado ao Governo que o desenvolvimento agrícola do Baixo Alentejo estava a atrair trabalhadores e suas famílias que não eram recebidos condignamente”, lembra Ameixa, defendendo que “o desenvolvimento económico só é valioso se for instrumento de desenvolvimento social e cultural, e de criação de condições de vida, e se estiver ao serviço das pessoas”.
Nesse sentido, o deputado do PS reconhece que o Governo, através dos serviços competentes, tem feito alguma fiscalização, que, contudo, se tem revelado “insuficiente”.
“O que se suscita como necessário é uma intervenção proactiva, no âmbito das condições de trabalho e no âmbito das condições de estadia e alojamento, tal como não se deve deixar de ter em atenção a família dos trabalhadores, como é o caso, muitas vezes dos filhos desviados da escola”, conclui Luís Pita Ameixa.

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Correio Alentejo

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