Coordenadora do BE visitou Ovibeja e criticou "troika"

Coordenadora do BE visitou

De visita à Ovibeja, a coordenadora do Bloco de Esquerda considerou que a discussão sobre a saída de Portugal do programa de assistência financeira tem "pouco sentido".
"Esta discussão sobre a saída tem sido feita com pouco sentido. O que sabemos é que não há saída, nem limpa, nem cautelar", disse Catarina Martins aos jornalistas, em Beja, durante a visita realizada este sábado, 3.
A última semana "provou isso mesmo", disse, referindo que a ‘troika’ esteve em Portugal "a mexer nas reformas, nos impostos, nas contribuições pagas pelos trabalhadores para o futuro, não saiu. Está cá e o que vemos é a agudização da austeridade, o empobrecimento do país a continuar".
"Saída limpa talvez só para os milionários que foram sendo criados ao longo destes anos de ‘troika’, para as fortunas que aumentaram, para o sistema financeiro que se sentiu resgatado", afirmou.
Quem "trabalha e vive" e quem "quer trabalhar" em Portugal, "de facto, o que vê é que, com este Governo e com esta política, mantém-se a ‘troika’, a austeridades e por décadas", lamentou.
"Não há nenhuma saída limpa sobre a destruição do país e se continuamos a aceitar a imposição em Portugal das políticas do BCE, da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional", defende.
Por outro lado, "eles reconhecem que vão estar" em Portugal "todos os anos para fiscalizar o país e podem até impor multas se não gostarem do rumo da política", frisou, lembrando também que PS, PSD e CDS-PP aprovaram o Tratado Orçamental, que não é europeu, mas inter-governamental, que "impõe a austeridade durante gerações".
"Aceitando esta política, estas imposições", como "mais impostos" e "mais contribuições sobre os rendimentos dos trabalhadores", "não há nenhuma saída e, pelo contrário, a austeridade agudiza-se e o empobrecimento permanece", frisou Catarina Martins.
Questionada sobre qual a forma de saída de Portugal do programa de assistência financeira que o primeiro-ministro irá anunciar no domingo, Catarina Martins disse que "não tem nenhum sentido especular sobre as palavras" de Pedro Passos Coelho, porque, "é muito dado a dizer uma coisa e depois acontecer o contrário".

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Correio Alentejo

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