Companhia BAAL 17 estreia "Ruína" em Serpa

Companhia BAAL 17

A companhia de teatro BAAL 17, de Serpa, estreia esta quinta-feira, 22, a peça "Ruína", "uma alegoria sobre a crise e a procura de novas energias num mundo esgotado".
Criada pelo dramaturgo e encenador galego Carlos Santiago, a peça estreia às 21h30 no "emblemático espaço" da Vila Mariana, na Horta do Chó, em Serpa, onde voltará a ser apresentada na sexta-feira e no sábado, dias 23 e 24, à mesma hora.
Segundo Carlos Santiago, citado pela Agência Lusa, na actual crise económica, há um "aviso para navegantes: a iminência de um mundo em que a mudança de modelo energético deixará de ser uma utopia das sociedades desenvolvidas para se impor como estado de facto, se calhar catastrófico".
"Por todo o lado, os sinais da precariedade insinuam-se como um horizonte incontornável, embora as elites planetárias ainda especulem com depósitos de energias fósseis quase inesgotáveis", refere o autor, explicando que o processo criativo de "Ruína" nasceu daquela "tensão entre o utópico e o precário no contexto da crise".
De acordo com o autor, a peça, numa mistura de géneros, como o teatro de costumes, o absurdo e a ficção científica, é concebida como o sonho de uma jovem, que é expulsa da cidade e "procura nos campos do sul o caminho para algum paraíso perdido".
O sul é "símbolo de um mundo em muitos sentidos ainda alheio ao voraz processo de industrialização e, portanto, ligado ao sagrado, ao misterioso e ao irracional", refere o autor.

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Correio Alentejo

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