Câmara de Odemira "chumba" avaliação ambiental do futuro IC4

Câmara de Odemira "chumba" avaliação ambiental do futuro IC4

Não potencia o desenvolvimento económico do concelho e da região nem aproxima os produtores e empresas locais das potencialidades abertas pelo aeroporto de Beja e porto de Sines; não promove a atractividade territorial do concelho ou sequer facilita a acessibilidade rodoviária a turistas; não minimiza as dificuldades dos munícipes no acesso aos centros hospitalares e também não combate a interioridade – em suma, as propostas avançadas pela avaliação ambiental estratégica do futuro Itinerário Complementar (IC) 4, entre Sines e Lagos, não dão resposta “às necessidades” de Odemira!
O documento esteve em consulta pública no INIR – Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias até ao final do passado mês de Fevereiro e acabou por merecer um parecer negativo por parte de todo o executivo da Câmara Municipal de Odemira, dado não aproximar o concelho da capital de distrito, das principais unidades hospitalares da região ou de vias rodoviárias fundamentais como a A2 – Auto-estrada do Sul e o IC1.
“O que necessitamos é de encurtar distâncias”, argumenta ao “CA” o presidente da autarquia odemirense, José Alberto Guerreiro.
A avaliação ambiental estratégica do troço Sines-Lagos do IC4 teve por base dois cenários possíveis, as alternativas “um” e “dois”, e acabou por propor uma terceira alternativa, que apresenta oito alterações face à primeira, entre as quais a não construção de um novo traçado, a transformação de duas das vias previstas em formato de IC para estrada nacional, a ausência de algumas circulares e a abolição de dezenas de obras-de-arte.
São quase duas mãos cheias de propostas que o executivo da Câmara de Odemira diz não compreender nem aceitar, até porque, sustenta, desvirtuam todo o estudo que esteve na base da avaliação ambiental e não representam ganhos evidentes em aspectos como a “acessibilidade intra-regional” ou “a segurança e tempos de percurso de pessoas, bens e mercadorias”.
Por oposição, os responsáveis pela autarquia odemirense defendem que a ligação a Sul, entre Odemira e Lagos, e que as ligações a Norte (Odemira-Trevo) e a Este (Odemira-Ourique) devem conter traçados tipo IC, “concretizando dessa forma todas as expectativas de uma região periférica e de evidentes dificuldades de acesso aos itinerários principais e auto-estradas”.
Sustenta ainda o executivo liderado por José Alberto Guerreiro que o IC4 não pode desaparecer do Plano Rodoviário Nacional “a troco” de estradas nacionais beneficiadas, “adiando o sonho e o futuro dos odemirenses”.

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Correio Alentejo

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