Câmara de Castro Verde tem orçamento de 16,7 milhões de euros para 2011

Câmara de Castro Verde tem orçamento de 16

A Câmara de Castro Verde actuará este ano com um orçamento de 16,7 milhões de euros. Inferior ao de 2010, que chegou aos 18 milhões, o documento é “condicionado por todo um conjunto de medidas de austeridade” impostas pelo Governo que, no caso daquela autarquia, representam um corte de transferências do Estado na ordem dos 500 mil euros.
“Esse corte, associado a todo um conjunto de acréscimos e encargos, vai condicionar a capacidade de intervenção ao longo deste ano”, admite Francisco Duarte, presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, que confirma “a continuação de medidas que já foram tomadas durante o ano de 2010”.
Conter despesas correntes também será palavra de ordem em Castro Verde, onde haverá racionalização dos consumos na autarquia, no pagamento de horas extraordinárias e nos apoios a associações, cujo corte deverá chegar aos cinco por cento. Mas pode haver mais! “Neste momento, independentemente de terem ficado inscritas no orçamento algumas medidas, estamos a estudar outras”, revela Francisco Duarte.
No plano do investimento, a autarquia mantém objectivos muito concretos. A conclusão das obras do Centro Escolar n.º2 (1,4 milhões de euros) e a construção da estrada entre Entradas e São Marcos da Atabueira (900 mil euros) são dois projectos para concluir ou dar passos largos este ano, tendo em conta que já têm financiamento de fundos comunitários. Além destes, e também com financiamento assegurado, vai avançar a criação da Fábrica das Artes, na antiga moagem Prazeres (1,5 milhões), “que está em fase de adjudicação”. Ainda entre as obras mais destacadas, o Lar de 3ª Idade de Santa Bárbara de Padrões (1,9 milhões de euros) não tem financiamento comunitário aprovado mas, garante Francisco Duarte, “independentemente disso”, a Câmara vai avançar com esse projecto.
“É necessário para a boa saúde financeira do Município que a obra seja financiada, mas independentemente disso vamos avançar com esse projecto. Mas esgotaremos todas as possibilidades de candidatura para assegurar o respectivo financiamento”, revela.
Finalmente, também este ano, a autarquia quer concluir o programa de requalificação do centro histórico da vila de Entradas (496 mil euros). Com financiamento aprovado, a intervenção prevê a remodelação da praça Zeca Afonso, onde será recolocado o pelourinho, e das ruas de Beja e do Paço.
Ainda em Entradas, Francisco Duarte confirma que o Museu da Ruralidade deverá abrir “durante o primeiro semestre” deste ano, justificando a demora da conclusão da obra com a falência do empreiteiro e a necessidade de concluí-la por administração directa.

DIVERSIFICAR A ECONOMIA
O reforço da economia local é outro objectivo da Câmara de Castro Verde em 2011. “Em paralelo com a Zona de Actividades Económicas (ZAE)”, para a qual tem “terrenos de posse plena para a fazer”, a autarquia quer apostar na criação de um centro de iniciativas empresariais “para albergar” um conjunto de empresas “que não precisam de espaço físico muito grande e podem reforçar e diversificar a actividade económica do concelho”.
“Para podermos ultrapassar a fase dos slogans, de que queremos diversificar ou reforçar o tecido económico local, precisamos de ter meios e pessoas habilitadas para enquadrar esse esforço”, destaca Francisco Duarte que, nesse sentido, anuncia a criação do Centro de Iniciativas Empresariais de Castro Verde.
A obra custará um milhão de euros, terá cerca de 600 m2 e ficará localizada na zona norte da vila, junto à nova estrada de Mértola. “Mas, em 2011, pretendemos fundamentalmente definir programas e elaborar projectos”, adverte o autarca comunista.

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Correio Alentejo

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