Câmara de Aljustrel contesta extinção da freguesia de Rio de Moinhos

Câmara de Aljustrel contesta extinção da freguesia de Rio de Moinhos

Os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Aljustrel vão reunir “com carácter de urgência” esta segunda-feira, 12, com os responsáveis pelas juntas de freguesia de Aljustrel e Rio de Moinhos.
Solicitada pelo executivo da autarquia mineira, a reunião servirá para as quatro entidades concertarem “posições” relativamente à proposta da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT), que defende a agregação das freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos.
Em comunicado, a Câmara de Aljustrel assume a sua discórdia com a proposta da UTRAT por considerar que o concelho “está perfeitamente estabilizado e harmonizado em termos territoriais e administrativos, não carecendo de qualquer modificação”.
Depois da reunião com os presidentes da Assembleia Municipal e das juntas de freguesia, a autarquia vai promover um encontro com a população, a realizar também esta segunda-feira pelas 21h00, em Rio de Moinhos, com o objectivo “de esclarecer a população sobre o tema” e recolher “o ‘sentir’ dos cidadãos relativamente à possibilidade de estas medidas lesivas se virem a concretizar”.
Paralelamente, está a circular um abaixo-assinado que servirá para que os munícipes expressem a sua discordância em relação a este processo, que será depois entregue ao Presidente da República, à presidente a Assembleia da República, ao primeiro-ministro e ao ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares.
Entretanto, também o PCP de Aljustrel veio a público, em comunicado, contestar a proposta da UTRAT, defendendo tratar-se “de uma decisão lesiva dos interesses dos seus habitantes e igualmente uma afronta relativa às decisões expressas unanimemente pelos órgãos representativos do concelho”.
“Esta decisão levada a cabo, nas circunstâncias presentes, vem agravar ainda mais, a situação de isolamento dos habitantes da freguesia de Rio de Moinhos. Depois do encerramento do seu posto médico e do adiamento definitivo da construção de um edifício novo, enganosamente prometido, poderemos afirmar, que a conquista que foi a implantação desta freguesia em 1985, veio agora, por via administrativa e prepotentemente, lhe ser retirado esse merecido estatuto”, acrescenta a nota dos comunistas.

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Correio Alentejo

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