O cineteatro municipal de Serpa está encerrado ao público “por tempo indeterminado”, devido à “identificação de graves patologias do edifício” e a “diversas questões relacionadas com a segurança e com a falta de condições adequadas de funcionamento do equipamento”.
Segundo a Câmara Municipal, liderada pelo socialista Francisco Picareta, “as avaliações técnicas recentemente realizadas vieram confirmar a existência de graves problemas estruturais, existentes há demasiados anos e que não tinham ainda sido objeto de intervenção adequada, comprometendo a utilização segura do espaço”.
A mesma fonte acrescenta que “os problemas identificados são o resultado de anos de ausência de intervenção e de sucessivos adiamentos na sua resolução, levando que a situação se agravasse até um ponto que já não é compatível com a utilização do espaço”.
A Câmara de Serpa lembra que, em 2015, “o cineteatro perdeu definitivamente o licenciamento de recinto por incumprimento das normas de segurança e obsolescência técnica”.
E nos anos seguintes “o estado de conservação do equipamento foi-se degradando, sem intervenções significativas”, tendo a Inspeção de Higiene e Segurança no Trabalho reportado, em 2020, “novas inconformidades, nomeadamente, irregularidades em equipamentos de segurança e sinalização, reforçando a urgência de intervenção”.
“Perante esta realidade, o atual executivo decidiu agir com determinação e sentido de responsabilidade, numa posição de rutura com a inação do passado e colocando fim a uma situação que não poderia continuar a ser ignorada, determinando o encerramento do cineteatro”, justifica a autarquia.
O município acrescenta que o encerramento do cineteatro “constitui uma medida inevitável, que visa salvaguardar a integridade de todos, assumindo o atual executivo a responsabilidade de enfrentar um problema que foi sendo sucessivamente adiado ao longo do tempo, numa postura de rigor e transparência”.
No comunicado, a Câmara de Serpa afiança que “vai desenvolver os procedimentos necessários para o levantamento rigoroso das necessidades de intervenção, bem como para a definição de uma estratégia de requalificação e de adequação às normas vigentes aplicáveis de licenciamento em recintos de espetáculos da natureza artística, permitindo devolver este importante espaço cultural à comunidade, com as condições de segurança e qualidade exigidas”.












