CIMAL repudia renegociação entre Estradas de Portugal e Estradas da Planície

CIMAL repudia renegociação entre Estradas de Portugal e Estradas da Planície

A Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) acusa o Governo de “desconsiderar” a região, ao deixar cair o projecto de construção dos lanços da A26/ IP8 entre Relvas Verdes e Grândola e entre Santa Margarida do Sado e Beja.
O acordo anunciado na passada semana entre a Estradas de Portugal e a Estradas da Planície relativo à subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo implica uma poupança para o erário público a rondar os 338 milhões de euros, mas o conselho executivo da CIMAL lembra que vai ter também “impactos económicos e sociais” na região.
“Este é um tipo de soluções que o Governo encontra para a actual crise, mas que se traduz na tomada de decisões de forma precipitada e desconexa, e que só podem ter como consequência o agravamento da crise e dos seus impactos económicos e sociais profundamente recessivos, que por sua vez irão conduzir a novas medidas desarticuladas e cegas com novo efeito negativo na economia e no emprego”, vinca o comunicado assinado pelo presidente do conselho executivo da CIMAL, Carlos Beato.
O autarca de Grândola, eleito pelo PS, sublinha ainda que “ao proceder desta forma, o Governo desconsidera completamente as regiões que podem ter um impacto mais efectivo na superação da crise, uma vez que não olha àquelas, como é o caso desta, onde há um volume considerável de investimentos programados, no pressuposto de que o Governo assegura o normal e necessário desenvolvimento de infra-estruturas como as que estão em causa”.
A CIMAL condena ainda que todo o processo de renegociação entre a Estradas de Portugal e a Estradas da Planície tenha decorrido “unilateralmente”, “sem que fossem ouvidas as autarquias sobre as implicações e os cenários que estavam a ser considerados”.
“Em determinados momentos e para certas decisões os municípios são contactados para se obter a sua comparticipação ou colaboração, e para outros são pura e simplesmente ignorados e desrespeitados”, sublinha em tom crítico o comunicado da CIMAL.

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Correio Alentejo

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