CDU Aljustrel questiona a qualidade da água

CDU Aljustrel questiona

Os vereadores da CDU na Câmara de Aljustrel pretendem que o executivo da autarquia, de maioria PS, esclareça algumas dúvidas sobre a qualidade da água para consumo humano no concelho.
Em causa, está o recente relatório anual da ERSAR, que remete o concelho de Aljustrel para o penúltimo lugar dos municípios do distrito de Beja em matéria de qualidade da água.
Nesse sentido, os eleitos comunistas pretendem saber por que razão, sendo os
concelhos de Aljustrel e de Beja abastecidos a partir da barragem do Roxo, a percentagem de água segura referente a estes dois concelhos “é bem diferente”: 99,26% no caso do concelho de Beja e 97,44% no caso do concelho de Aljustrel.
“Tendo em consideração que o abastecimento em baixa é da responsabilidade dos municípios e que o local de abastecimento é idêntico, não se compreende o motivo para apresentarem valores diferentes de fornecimento de água à população”, argumenta a CDU.
Os vereadores comunistas questionam ainda sobre as razões que levaram a que a percentagem de água segura tenha decrescido no concelho de Aljustrel entre 2012 e 2015 e querem saber “que medidas imediatas irá tomar o executivo da Câmara Municipal de Aljustrel no sentido de inverter a
evolução negativa dos níveis da qualidade da água no concelho”.
Na resposta, e em declarações à Rádio Pax (Beja), o presidente da Câmara de Aljustrel afirma que a comparação técnica entre Beja e a “vila mineira” não pode ser feita, uma vez que 99% da população de Aljustrel bebe água do Roxo e no concelho de Beja apenas 70% tem esse fornecimento.
Para Nelson Brito, a média do concelho sofre com a qualidade do abastecimento subterrâneo existente no Carregueiro, ainda que já estejam a ser tomadas medidas para integrar a localidade no abastecimento do Roxo.
“Em 99% do território a qualidade da água ronda os 99%”, acrescenta o presidente da Câmara de Aljustrel, garantindo ainda que os problemas com o cheiro e sabor da água da barragem do Roxo no ano passado “contribuíram negativamente para os resultados da qualidade da água”.

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Correio Alentejo

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