Castro Verde: Novo edifício do Lar Jacinto Faleiro amplia serviços durante o mês de Abril

Castro Verde: Novo edifício do Lar Jacinto Faleiro amplia serviços durante o mês de Abril

A nova ala do Pólo II do Lar Jacinto Faleiro, em Castro Verde, deve entrar em funcionamento durante este mês de Abril. A obra, avaliada em meio milhão de euros, vai permitir à instituição de solidariedade social disponibilizar aos seus utentes mais 14 novas camas em sistema de lar, além de um espaço polivalente e uma sala de actividades, cujo equipamento foi adquirido com o apoio do Proder – Programa de Desenvolvimento Rural.
A ampliação do espaço, que ocupa as antigas instalações do Centro de Saúde de Castro Verde e vai permitir a criação de mais três ou quatro postos de trabalho, ficou concluída no início do ano, mas o processo de licenciamento, que em média demora apenas duas semanas a ficar concluído, acabou por arrastar-se no tempo mais que o previsto devido a questões processuais.
Segundo apurou o “CA”, na origem da demora estiveram as diferentes interpretações da parte de vários organismos relativamente às vistorias que deviam ser feitas e depois o atraso na entrega da documentação necessária por parte do Lar Jacinto Faleiro para a revisão do acordo de cooperação com a Segurança Social, exigida em processos desta natureza, situação que só foi desbloqueada durante esta semana.
“Deu hoje [quarta-feira, 30 de Março] entrada, neste serviço o documento que estava em falta. Está pronto para ser despachado”, adianta o presidente do Centro Distrital da Segurança Social de Beja, José Guerra, admitindo que o processo poderá estar concluído ainda em Abril se os documentos entregues pelo Lar Jacinto Faleiro “estiveram todos em conformidade” [ver entrevista ao lado].

Mais qualidade de vida
A previsível conclusão do processo vem pôr cobro a uma situação que já estava a causar algum “desagrado e mau estar” junto de responsáveis e utentes do Lar Jacinto Faleiro (LJF) e vai permitir à instituição melhorar a qualidade de vida dos seus utentes.
“Esta ampliação, além de dotar [o lar] de mais oito quartos que permitem mais 14 utentes, vem também possibilitar a criação de outros espaços na área lúdica e de entretenimento, assim como melhorias a nível das instalações sanitárias e do posto médico”, nota o presidente do LJF, António José Paulino, não deixando de criticar a morosidade do processo: “São aspectos burocráticos que deviam estar ultrapassados, porque trata-se de uma autorização para o funcionamento de uma ala dentro de um lar de idosos que já funciona segundo todas as regras”.
Reparos à parte, António José Paulino explica que as 14 novas camas do Pólo II da instituição vão funcionar em regime extra-acordo, ou seja, sem apoios directos do Estado e com o utente a pagar um valor de referência adoptado pelo LJF, existindo já lista de espera. Daí só faltar mesmo a “luz verde” da Segurança Social para a nova ala começar a ser utilizada.
“Logo que nos seja transmitida a autorização para o funcionamento, é de um dia para o outro”, afiança António José Paulino.

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Correio Alentejo

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