Carta aberta alerta para constrangimentos da região

Carta aberta alerta para

A ACOS, a Associação Comercial do Distrito de Beja, a CIMBAL, o IPBeja e o NERBE aproveitaram a presença do Presidente da República na Ovibeja na passada sexta-feira, 27, para lhe entregar uma carta aberta onde alertam o poder politico “para os constrangimentos da região, em particular o problema das acessibilidades”.
No documento entregue a Marcelo Rebelo de Sousa, as cinco entidades manifestam “o seu repúdio e desagrado pelos sucessivos atrasos que têm ocorrido nos últimos anos, no que respeita a alguns dos investimentos estruturantes do Baixo Alentejo”.
“Com efeito, apesar do desenvolvimento que a região tem registado nos últimos anos, continuamos com fortes constrangimentos que afectam os empreendedores já instalados, àqueles que ponderam a sua instalação e de uma forma geral a toda a população”, sublinha a carta aberta, defendendo que para “reduzir as assimetrias e ter um país a uma só velocidade” e “alterar o rumo da desertificação que o interior do país tem sofrido ao longo de décadas” é necessário “eliminar estes constrangimentos que condicionam e atrofiam tudo o que se queira produzir e realizar”.
Nesse sentido, e referindo-se em específico ao problema das acessibilidades, os signatários afirmam não conseguir entender “porque tarda a conclusão do IP8” e “porque é que a extensão da A2 até à Malhada Velha, concluída há vários meses, continua sem estar aberta ao público”.
As cinco entidades pedem ainda “a requalificação do restante troço do IP8” e a electrificação da ligação ferroviária entre Beja e Casa Branca, o que permitiria “que o transporte ferroviário seja uma opção válida e capaz para os passageiros, para uma ligação intermodal com o aeroporto de Beja e numa perspectiva futura como complemento ao troço entre Sines e Caia”.
Tudo isto leva as entidades subscritoras a exigir “que estas questões mais urgentes e prioritárias sejam resolvidas o mais rapidamente possível e, até, atendendo às verbas envolvidas, que são bastante pouco expressivas se tivermos em conta os efeitos positivos que têm na economia e na qualidade de vida dos cidadãos, sejam equacionadas ainda em sede de reprogramação do programa operacional 2020”.
“Esta região tem dado o seu contributo para o desenvolvimento de Portugal, chegou a hora de obtermos uma resposta concreta e executiva a estas prioridades”, conclui a carta aberta.

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Correio Alentejo

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