Carnaval de Sines promete dias "doces" e de muita folia

Carnaval de Sines promete

O Carnaval de Sines é este ano mais doce com um novo pastel de nata, concebido propositadamente por uma pastelaria da cidade e que recebeu o nome d’O Folião, a “velha” mascote da festa alentejana.
A Siga a Festa, que organiza o Carnaval de Sines, lançou o desafio à pastelaria Vela d’Ouro, também conhecida por “galegos”, para criar um pastel que “adoçasse a boca” de participantes e visitantes, conta à Agência Lusa a presidente da associação, Maria Alexandra Oliveira.
Os proprietários da fábrica de bolos, os irmãos pasteleiros Manuel e Fernando Figueiredo, responderam ao apelo com uma versão aprimorada do seu pastel de nata, no qual têm “uma certa vaidade”.
De acordo com Manuel Figueiredo, de 72 anos, “o folião” é um bolo “menos doce, com uma massa um bocadinho mais estaladiça e mais leve.
Há cerca de meio século, os irmãos Figueiredo criaram também os vasquinhos, uma especialidade local que remete para Vasco da Gama, o célebre navegador que nasceu na cidade do Litoral Alentejano.
O novo bolo recebeu o nome da mascote do Carnaval, O Folião, uma marca registada da Siga a Festa.
A imagem que caracteriza o Carnaval de Sines, contou Maria Alexandra Oliveira, é um palhaço desenhado e “baptizado” há quase 50 anos pelo pintor e caricaturista Emmerico Nunes.
Além da apresentação do pastel “o folião”, este sábado, 1, de Carnaval em Sines fica marcado pela realização da Neon Run, uma corrida noturna que juntará mais de 800 participantes mascarados.
Os desfiles carnavalescos acontecem no domingo e na terça-feira à tarde e na segunda-feira à noite, reunindo, segundo a presidente da Siga a Festa, mais de dois mil figurantes, mais de 30 grupos foliões e de samba e mais de dezena e meia de carros alegóricos.
O programa do Carnaval conta ainda com festas pela noite dentro e, na quarta-feira, realiza-se o tradicional enterro do Entrudo, uma “marcha fúnebre” pelas principais ruas da cidade, “com diversas paragens nas residências dos felizes contemplados no testamento”.
Para trás ficam cerca de dois meses de trabalho de mais de 200 voluntários.
Maria Alexandra Oliveira considera que o espaço da avenida General Humberto Delgado “será curto para tantos participantes”, uma vez que o número de pessoas que quer desfilar nos corsos “triplicou” em relação ao ano passado.
Tal também poderá fazer “derrapar” o orçamento superior a 160 mil euros da festa, cujo financiamento depende em grande parte das receitas de bilheteira, além de um subsídio de 45 mil euros do Município e de apoios de empresas.
A responsável espera “um grande Carnaval”, se o tempo não pregar nenhuma partida, já que, nos últimos anos, São Pedro tem sido pouco amigo.
Mais “benevolente” foi a Câmara Municipal de Sines, que concedeu tolerância de ponto aos seus funcionários na terça-feira gorda, contrariando a indicação dada pelo Governo.

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Correio Alentejo

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