Cáritas de Beja em projecto transfronteiriço

Cáritas de Beja em

Três Cáritas diocesanas portuguesas, entre as quais a de Beja, e quatro espanholas da zona da raia uniram-se num projecto inovador contra a pobreza e exclusão social.
O resultado foi a criação de uma plataforma informática com ofertas de emprego e apoios complementares para os mais necessitados.
“Temos a esperança de poder contribuir para a diminuição do desemprego, muito elevado nos dois lados da fronteira”, devido à crise, disse à Agência Lusa o presidente da Cáritas Diocesana de Évora, Luís Rodrigues.
O projecto transfronteiriço Rede de Apoio Mútuo de Cáritas Diocesanas da Raia já foi apresentado em Évora, sendo também divulgada a plataforma informática criada no âmbito da parceria (www.caritasempregonaraia.org).
A cooperação junta sete Cáritas diocesanas, três portuguesas (Beja, Évora e Portalegre-Castelo Branco) e quatro espanholas (Ciudad Rodrigo, Coria-Cáceres, Mérida-Badajoz e Salamanca).
O trabalho, explicou à Lusa Luís Rodrigues, começou “há cerca de dois anos”, com encontros para troca de experiências, e originou uma candidatura a fundos comunitários para desenvolver acções no terreno.
O projecto incluiu, antes da criação desta plataforma informática de apoio concreto, um estudo sócio laboral junto das pessoas ajudadas por estas sete organizações.
“O estudo serviu para identificar situações de carência, conhecer a situação sócio-económica das pessoas e as suas possibilidades de mobilidade”, referiu Luís Rodrigues.
O envelhecimento, a falta de formação profissional e a existência de níveis elevados de desemprego entre jovens e mulheres foram “alguns dos problemas” detectados.
Com a plataforma online, os membros da rede de apoio pretendem, “a curto prazo, encontrar soluções de emprego” para carenciados ou “ajudar as estruturas nacionais” nesse mesmo âmbito.
Através da página na Internet, os centros de atendimento das sete Cáritas da raia luso-espanhola vão disponibilizar “ofertas de trabalho de empresas locais”, incluindo as publicitadas pelos serviços oficiais de emprego, fazendo-as chegar “às pessoas que procuram” as organizações e “podem estar interessadas”.

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Correio Alentejo

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