Candidatura PS critica autarca de Castro Verde

Candidatura PS critica

A candidatura do PS em Castro Verde, liderada por António José Brito, lamenta “a natureza e a intenção” de algumas afirmações feitas esta semana pelo candidato da CDU.
Em causa está a entrevista concedida na terça-feira, 30 de Julho, por Francisco Duarte à Rádio Castrense (Castro Verde), em que, segundo os socialistas, o autarca da CDU tentou “confundir e diabolizar” a necessidade de um espaço multiusos em Castro Verde, uma das propostas do PS.
“Percebemos que queira confundir as pessoas e até fale num equipamento semelhante ao Pavilhão Atlântico. Claro que não se trata disso! Como todos percebemos muito bem, para dar resposta à organização de vários eventos e integrar uma estratégia de centralidade do concelho, Castro Verde tem falta de um pavilhão à sua escala”, afirma António José Brito em comunicado, reforçando a ideia de que a construção de pavilhão multiusos no concelho “integra uma estratégia concertada com outras áreas, que passa por valorizar Castro Verde como uma vila influente da região, que tem de assumir-se como importante centro sub-regional”.
O candidato do PS acusa igualmente Francisco Duarte de recorrer a “uma argumentação que procura claramente confundir as pessoas” quando compara os cerca de 20 milhões de euros que a autarquia recebeu de Derrama da Somincor na última década com os 27 milhões de euros pagos em salários ao seu pessoal no mesmo período.
“A pergunta que colocamos é esta: que solução têm as câmaras municipais que, nalguns casos com um quadro de pessoal superior à nossa, não recebem os impostos da Somincor e tiveram de pagar os mesmos milhões de euros ao seu pessoal? A resposta é clara: evidentemente que utilizaram o dinheiro transferido do Orçamento de Estado, que recebem anualmente, tal como acontece com a Câmara Municipal de Castro Verde”, contrapõe António José Brito, considerando que “em Castro Verde as receitas dos impostos da Somincor deveriam ter um retorno bastante maior do que tiveram”.
Finalmente, a candidatura do PS afirma que o candidato da CDU lhe deu razão ao reconhecer “a necessidade de um ‘esforço de coordenação’ no âmbito da Rede Social”, assumindo “que fazem falta ‘novas metodologias de trabalho’ e que a Câmara pode ser ‘pivot’ neste processo”.
“Se o candidato da CDU não fosse o presidente da Câmara há quase seis anos, este discurso seria aceitável! Como tem esta responsabilidade há tanto tempo, é absolutamente lamentável que assuma a sua incapacidade para concretizar este objectivo”, conclui António José Brito.

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Correio Alentejo

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