Campos de ensaio da AACB são um sucesso

Campos de ensaio da

Semear, colher, avaliar e informar tem sido a missão dos campos de experimentação instalados nas herdades da Lagoa da Mó e do Torrejão, no concelho de Castro Verde.
O projecto nasceu há quatro anos, fruto de uma parceria entre a Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB) e o Politécnico de Beja, através da Escola Superior Agrária, e o seu grande objectivo é ensaiar no terreno as melhores soluções para tornar as explorações agrícolas da região mais rentáveis.
A iniciativa, que também conta com a colaboração de algumas empresas fornecedoras de sementes e de fertilizantes, arrancou na campanha agrícola de 2012-2013 e quatro anos depois, entre períodos de seca ou de maior pluviosidade, os resultados obtidos têm sido, segundo os seus responsáveis, “muito satisfatórios”.
“Estamos muito contentes com este trabalho e penso que o agricultor pode tirar daqui um grande benefício, visto que a amostra é bastante alargada em termos de quantidade e de qualidade. E as próprias empresas também têm usufruído bastante, porque acabam por mostrar os seus produtos”, explica o agricultor António Francisco Colaço, de 44 anos, que juntamente com Fernando Rosas integra a equipa coordenadora do projecto em representação da AACB.
“Tem sido possível ir de encontro aos objectivos inicialmente definidos, identificando factores de produção e técnicas culturais que se revelaram interessantes para a agricultura da região”, acrescenta o professor Manuel Patanita, do Politécnico de Beja, que trabalha no projecto juntamente com o também docente José Manuel Dores.

Trabalho (quase) inédito
Nos dois campos de experimentação do projecto são múltiplos os ensaios.
Desde à rotação de quatro culturas em sementeira directa à plantação de cereais e culturas forrageiras de modo convencional, tudo é testado e avaliado ao pormenor pelos responsáveis do projecto.
Um trabalho moroso, muito analítico e quase inédito na região.
“Este trabalho não é frequente e há muitos anos que não se fazia. Os últimos que conheço datam já do início dos anos 90” do século passado, admite António Francisco Colaço, para quem um trabalho desta natureza precisa de alguma longevidade. “Pelo menos 10 anos”, explica.
Ainda assim, este agricultor de Castro Verde reconhece que os resultados obtidos até ao momento já permitem tirar algumas ilacções e, sobretudo, ajudar a rentabilizar a qualidade e a quantidade das culturas cerealíferas e forrageiras plantadas no Campo Branco.
“Conseguimos fazer um trabalho que nunca tinha sido feito em termos de qualidade, principalmente nas forragens, que é muito importante para o agricultor saber a qualidade destas forragens nestes solos”, vinca António Francisco Colaço, acrescentando que os ensaios replicam a realidade da região: “uma região agro-pecuária em regime de sequeiro”.

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Correio Alentejo

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