Campo Branco faz experiências agrícolas

Campo Branco faz

Encontrar formas de rentabilizar as produções agro-pecuárias da zona é o grande objectivo dos campos de experimentação que têm vindo a ser dinamizados no Campo Branco.
O projecto envolve a Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB), de Castro Verde, e a Escola Superior Agrária do Politécnico de Beja (IPBeja) e começou na campanha agrícola de 2012-2013, pela mão dos agricultores António Francisco Colaço e Fernando Rosas, ambos de Castro Verde.
“Pegámos nos cereais, que é um sector que tem sofrido muito com as reformulações da PAC e dos quadros comunitários de apoio, e enquadrámo-los no sistema agro-pecuário. Porque hoje se produz cereais para aproveitar a semente para os animais, para fazer palha e restolho para os animais comerem e também para cortes de feno. E depois surgiu-nos a ideia de fazer alguma coisa mais ligada à pecuária, daí os ensaios a pastagens e forragens”, conta ao “CA” António Francisco Colaço, que integra a equipa coordenadora do projecto, juntamente com Fernando Rosas e com Manuel Patanita e José Manuel Dores, ambos docentes no IPBeja.
No terreno os campos de experimentação contam com o apoio administrativo da AACB e técnico-científico do IPBeja – através do Centro de Experimentação Agrícola da Escola Superior Agrária –, assim como com a colaboração de 13 empresas ligadas ao sector agro-pecuário.
São estas que fornecem as sementes e fertilizantes, entre outro material, utilizados nos ensaios realizados em cerca de quatro hectares de terreno, divididos pelas herdades da Lagoa da Mó e do Torrejão, ambas no concelho de Castro Verde.
Com apenas dois anos de existência, os campos de experimentação já permitiram alguns resultados interessantes mas ainda são poucas as conclusões.
Ainda assim, António Francisco Colaço não tem dúvidas que o projecto será fundamental para o sucesso da agro-pecuária no Campo Branco.
“Estes campos servem, sobretudo, para rentabilizar aquilo que o agricultor já faz”, sublinha, lembrando que a experimentação “é essencial para mostrar ao agricultor que naquilo ele faz no campo desde sempre também há aspectos de eficácia e eficiência a melhorar”.

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Correio Alentejo

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