A Câmara Municipal de Mértola vai ter um orçamento de 13,9 milhões de euros durante o ano de 2014, bem menos que os quase 19 milhões de euros com que contou em 2013.
“Temos um orçamento racional! Não é o orçamento ideal mas é o orçamento possível, atendendo a todos os constrangimentos e dificuldades que sentimos. Vamos ter que trabalhar com o que temos”, sublinha ao “CA” o presidente da autarquia, lembrando que esta tem vindo a sofrer, ano após ano, cortes nas transferências do Estado.
“Todos os anos perdemos 500 a 600 mil euros e já devemos ter uma perca de três milhões e tal de euros desde 2009 até agora. E depois não se perspectivam aumentos de receitas, bem pelo contrário”, vinca Jorge Rosa, lamentando que actualmente o grande volume das verbas das câmaras seja “para despesas com pessoal e com consumíveis”.
“Resta-nos muito pouco dos orçamentos para fazer obras e intervenções de maior monta”, argumenta.
Ainda assim, em 2014 a grande prioridade do Orçamento e Grandes Opções do Plano da Câmara de Mértola será dar continuidade à “infra-estruturação” do concelho, além de pretender “continuar a trabalhar bastante na área social”.
A autarquia conta igualmente avançar com algumas obras no terreno, nomeadamente a reparação da ponte sobre a ribeira de Oeiras na entrada sul de Mértola, a construção do saneamento básico de Martinhanes, a requalificação de um arruamento em Corte Gafo de Cima e a pavimentação da estrada que liga as localidades de Moreanes e Guizo.
No próximo ano a Câmara de Mértola vai ainda assumir os mais de 200 mil euros relativos à comparticipação nacional da nova pista de canoagem e remo da Mina de São Domingos (um projecto do Clube Náutico de Mértola), assim como dar “os primeiros passos” no futuro Museu da Fauna e da Biodiversidade do Baixo Guadiana.
“Temos vindo a trabalhar com o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e estamos a preparar tudo para podermos avançar com essa intenção, que requer já alguma verba em 2014 em termos de orçamento”, revela Jorge Rosa.








