Câmara de Grândola repudia fecho de escola dos Cadoços

Câmara de Grândola repudia

A Câmara de Grândola repudia a decisão do Governo de encerrar a escola do primeiro ciclo do Ensino Básico (EB1) de Cadoços, atribuindo a medida apenas a critérios políticos, não a factores pedagógicos ou financeiros.
Segundo o Município, gerido pela CDU, é “incompreensível” esta decisão, “uma vez que não se baseia em critérios de ordem pedagógica, financeira ou de outra natureza relevante, constituindo tão só uma decisão política”.
O Ministério da Educação e Ciência (MEC) anunciou, no sábado, 21, que vai fechar 311 escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico no país e integrá-las em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar.
No caso do concelho de Grândola, a ‘lista’ posteriormente divulgada pelo Governo inclui o fecho de uma escola, a EB1 de Cadoços, acerca da qual a Câmara Municipal diz ter sido oficialmente informada pelo MEC esta quarta-feira, 25.
“O encerramento desta escola acontece contra a vontade do município e de toda a comunidade educativa”, critica a autarquia, acrescentando que, “oportunamente”, enviou ao MEC “uma proposta alternativa de reordenamento da rede escolar” no concelho.
Esta proposta, continua a Câmara, previa que se mantivessem “em funcionamento todas as escolas do concelho” e, ao mesmo tempo, “não sobrecarregava financeiramente o MEC”.
O anunciado encerramento da EB1 de Cadoços é, pois, para a autarquia do Litoral Alentejano, uma “má decisão” que “afronta as populações do interior, incluindo as crianças”.
E, além disso, “acentua processos de desertificação, desestruturação e abandono de uma zona já de si bastante deprimida do interior do concelho”, sublinha o comunicado da Câmara, que diz repudiar “com total veemência” a decisão e o comportamento do MEC.

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Correio Alentejo

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