Câmara de Alandroal só tem verbas para salários e despesas correntes

Câmara de Alandroal só tem verbas

A presidente da Câmara de Alandroal, Mariana Chilra (CDU), está preocupada com as consequências da "grave situação financeira" que o Município atravessa, alertando que as verbas disponíveis mal chegam para salários e despesas correntes.
O Município de Alandroal tem, por mês, "apenas o que é necessário para o pagamento dos salários aos trabalhadores, à volta de 300 mil euros, e cerca de 95 mil euros para a gestão corrente", diz Mariana Chilra em declarações à Agência Lusa.
De acordo com a autarca comunista, eleita nas eleições autárquicas de 29 de Setembro de 2013, estas são as consequências da situação financeira do Município, após "a redução de 42 mil euros mensais nas transferências do Estado".
Além disso, revelou que a Câmara foi notificada pela Direcção Geral da Administração Local (DGAL) de que, durante este ano, vai levar "um corte de cerca de 590 mil euros por incumprimento de pagamentos em atraso".
"Estamos a ficar com cerca de 95 ou 96 mil euros para o pagamento de combustíveis, electricidade, consumíveis e seguros", diz Mariana Chilra, advertindo que "este valor começa a ser insuficiente" para o pagamento de despesas e para a resolução dos problemas do dia-a-dia.
A autarca alerta que os cortes põem também em causa os acordos de pagamentos feitos com os credores no início do seu mandato, considerando que se "torna extremamente complicado" conseguir cumprir o que foi prometido.
"Os planos de pagamentos estão em risco, tal como começa a estar em risco a gestão normal e corrente da Câmara", vinca.
A presidente do Município garantiu que já foram tomadas todas as medidas possíveis para a redução da despesa, entre as quais a diminuição do número de avençados e o lançamento de concursos, alegando que "não se conseguem aumentar as receitas".
"Chegámos ao limite, em que já não conseguimos reduzir mais. Até já avançámos com a suspensão de obras que estavam em curso", diz.
De acordo com a autarca, o Município suspendeu a remodelação da rede de abastecimento de água, "uma obra essencial", na freguesia de Santiago Maior, por não ter verbas para assumir um compromisso de pagar facturas em atraso ao empreiteiro.
"As ruas estão esburacadas e com lama e as pessoas têm protestado com toda a razão, mas não tivemos outra alternativa senão dizer ao empreiteiro que não conseguimos assumir um compromisso para lhe pagar", refere.

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Correio Alentejo

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