Biografia de Leonel Cameirinha apresentada na cidade de Beja

Biografia de Leonel Cameirinha apresentada na cidade de Beja

Leonel António Cameirinha só descobriu que Catarina, a então sua futura esposa, fazia anos na mesma data que ele (16 de Março) no dia… do aniversário de ambos!
Esta é uma das inúmeras de “surpresas” que podemos descobrir em <b><i>Cameirinha – a biografia</i></b>, livro que será apresentado esta quinta-feira, 26, a partir das 18h30 no Hotel Melius, em Beja, e onde o jornalista António José Brito conta a história (e as estórias) que moldaram a vida e o percurso profissional daquele que é ainda, apesar dos seus 86 anos, o maior empresário do distrito.
“Muitas pessoas sempre me disseram que eu devia escrever umas memórias. Qualquer coisa com o meu passado e percurso, que foi realmente interessante, na medida em que atingi uma carreira na área comercial acima do razoável”, conta ao “CA” o comendador, hoje com seis décadas de actividade empresarial.
A “empreitada” acabou por ficar a cargo do jornalista (“e amigo”, como Cameirinha faz questão de frisar) António José Brito, director do “CA”, para quem a biografia por si assinada vai permitir aos leitores a descoberta de “um homem sensível, muito tolerante e solidário”.
“Mas também descobrimos um homem ambicioso, extremamente trabalhador e incansável, que apesar da dedicação intensa às inúmeras empresas que criou e tornou sólidas, conseguiu ter tempo para agir na sociedade civil, integrando-se como dirigente de várias associações da sua cidade. Creio que, através do livro, as pessoas ficarão a saber muito bem quem é Leonel Cameirinha, até no plano familiar, onde sempre foi uma verdadeira referência”, acrescenta o autor da obra editada pela Jota CBS.
Ao longo das mais de 200 páginas de <b><i>Cameirinha – a biografia</i></B> o leitor é levado pela infância e juventude de Leonel Cameirinha nas ruas de Beja (com breves passagens por Lisboa) até à sua afirmação como homem de família, grande empresário e cidadão do mundo.
Tudo à custa de um espírito tenaz, empreendedor e agregador vontades, o que sempre lhe permitia (e permite) sentir à distância a presença de um bom negócio.
“Algumas coisas não disse para não me chamarem vaidoso, outras não disse por outros motivos… Mas o livro mostra a trajectória que tive desde criança até agora e faz uma resenha da minha actividade durante estes 86.000 quilómetros [risos]”, nota o decano empresário com o seu característico bom humor.
E acrescenta com modéstia: “Para fazer o que fiz era preciso ter muita vontade de criar. Tudo começa por aí! E depois nunca arrisquei tanto como isso, porque ia ganhando sempre dinheiro”.
Mas nem só de negócios se fez (e faz) a vida plena de Cameirinha!
Por isso, no livro surge também a sua faceta menos conhecida: a de homem bom e filantropo, sempre presente no seio familiar, adepto das coisas boas da vida e incapaz de recusar a ajuda ao próximo.
“O senhor Cameirinha é um homem muito conhecido mas, porventura, em muitos sectores da nossa sociedade, não se sabe a sua história nem se tem a noção sobre a grandiosidade do seu carácter. Por outro lado, é um homem muito divertido e magnífico conversador, com uma memória extraordinária para quem tem 86 anos. Tudo isso está reflectido no livro”, nota António José Brito, destacando alguns dos episódios com que foi surpreendido durante as “muitas e muitas horas de conversa” que teve com o empresário antes de se lançar à escrita.
“A forma como foi influenciado para assegurar a representação da Renault ou o momento em que conheceu Raymond Firestone, o patrão dos pneus americanos, são deliciosos. Mas há muitos mais episódios que são agora revelados e mostram um homem com grande dimensão humana e muito divertido”, revela o jornalista, sublinhando que a obra tem outra aliciante além da belíssima história que é a vida de Leonel Cameirinha: “uma rica colecção de fotografias, desde a sua infância à actualidade”.
<b><i>Cameirinha – a biografia</i></b> é assim a história de um homem maior que a sua própria existência, alguém que traçou com suor e dedicação a rota do caminho percorrido.
No fundo, a história de um homem completo, que no “Outono da vida” se sente bem consigo próprio.
“Não há nenhum cliente que seja capaz de dizer que o prejudiquei, junto da banca sempre fui cumpridor, junto dos amigos penso que também fiz o que pude… Portanto, de uma maneira geral estou satisfeito com a minha passagem pela terra”, garante o comendador, pouco preocupado em saber se o seu mérito é, ou não, reconhecido pelos bejenses.
“Algumas pessoas reconhecem-no, outras não”, responde.
E sorri…

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Correio Alentejo

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