Biblioteca de Beja e Cáritas promovem leituras solidárias

Biblioteca de Beja e Cáritas

“Levantados do Chão” é o novo projecto da Biblioteca de Beja, em parceria com a Cáritas, e visa a captação de voluntariado para a mediação leitora nas freguesias rurais.
“Queremos dar um salto quantitativo e qualitativo na nossa intervenção e deixar de fazer apenas as coisas para as pessoas, começando a fazer as coisas com as pessoas. Chamar a comunidade a participar na vida activa é para nós um projecto muito importante e esperamos que seja mais um projecto de excelência e referência por parte da Biblioteca Municipal”, sublinha ao “CA” o vereador Miguel Góis.
O programa de captação de voluntariado arrancou no passado mês de Maio e vai ser desenvolvido no âmbito do projecto “Dos livros sem página às páginas dos livros”, promovido pela biblioteca bejense e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian até 2014.
A ideia é trabalhar a identidade e memória junto das populações mais jovens e mais idosas, através de um “compromisso” com a leitura e com a literatura.
Na prática, com o “Levantados do Chão” a Biblioteca Municipal de Beja pretende aumentar a sua “capacidade de resposta” e a “eficácia” do seu trabalho através da criação de uma rede de mediadores de leitura qualificados e voluntários, que depois de um período de formação pela “mão” da Cáritas deverão dedicar duas horas semanais ao projecto, ao longo de 10 meses.
“Pretendemos ter uma bolsa de voluntários qualificados, com duas linhas de voluntariado. Uma que tem a ver com o trabalho de dinâmica de grupos em torno da leitura, da memória e da identidade. E uma segunda linha de voluntariado que pressupõe um trabalho da manufactura de objectos de estimulação sensorial para crianças muito pequeninas”, explica Cristina Taquelim, da Biblioteca Municipal de Beja, vincando a ideia de que o trabalho do voluntariado será, acima de tudo, “dar voz a estas histórias e a estas memórias”.
“Queremos que através das histórias de vida dessas pessoas possamos chegar à criação de outras histórias. Pretendemos dar voz às pessoas que muitas vezes não têm voz, através das palavras que elas possam exprimir. Por isso, este é um projecto para começar e não ter fim. É um projecto sem prazo de validade [risos]”, complementa Ana Soeiro, assistente social na Cáritas Diocesana e coordenadora do Banco de Voluntariado de Beja.

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Correio Alentejo

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