Biblioteca comunitária “dá vida” a Alcarias

Biblioteca comunitária

Em Alcarias existe uma biblioteca comunitária, dinamizada por uma professora reformada, que desde 2004 “dá vida” a esta pequena aldeia do concelho de Ourique.
Na biblioteca “Ler e Contar”, situada na Aldeia de Alcarias, onde moram apenas cerca de duas dezenas de pessoas e “não existem crianças”, uma boa parte da escassa população idosa reúne-se uma vez por semana para “contar histórias, dizer umas quadras e até cantar”.
“Falamos de tudo e de nada. Eu posso pedir para me contarem uma quadra e, a partir da quadra, desenvolvemos um tema. E também cantam”, conta à Agência Lusa Ana Vaz, impulsionadora do espaço.
Sem ter qualquer ligação ao Alentejo, a “não ser pelas férias” que passava na região, a professora, já reformada, “trocou” Lisboa pela Aldeia de Alcarias há mais de 10 anos, depois de cerca de duas décadas a dar aulas em escolas da capital.
Começou por comprar uma pequena casa junto à sua habitação na aldeia e, “sem saber bem o que lhe havia de fazer”, a biblioteca começou a “ganhar forma”.
Foram doados livros, mobiliário e até um computador.
“As pessoas começaram a aderir e o engraçado foi que foram principalmente as senhoras, que me contam coisas daqui e eu conto histórias”, assinala, referindo que o “ritual” da aldeia repete-se todas terças-feiras à tarde.
Ana Vaz afiança que aparecem todas as semanas “quatro ou cinco pessoas” quase todas idosas, porque na Aldeia de Alcarias “não existem crianças”.
A biblioteca só é frequentada pelos mais novos da aldeia vizinha de Conceição durante as férias escolares ou quando a educadora de uma creche de Messejana, no concelho vizinho de Aljustrel, resolve fazer uma visita.

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Correio Alentejo

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