Beja: Delegação de cidadãos defendeu Intercidades em reunião com o Governo

Beja: Delegação de cidadãos defendeu Intercidades em reunião com o Governo

A Associação de Defesa do Património de Beja insistiu junto do Governo na manutenção das ligações directas entre Beja e Lisboa, via comboio Intercidades, e na electrificação do troço Casa Branca-Beja da Linha do Alentejo.
Uma delegação da associação reuniu sexta-feira, 25, em Lisboa com o secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, a quem transmitiu a posição do grupo de cidadãos criado em Beja em defesa das ligações directas via comboio Intercidades até Lisboa e da ligação até Faro e a electrificação do troço Casa Branca-Beja.
“Mais uma vez defendemos a importância da manutenção das ligações directas entre Beja e Lisboa via Intercidades”, disse à Lusa José Filipe Murteira, do grupo, referindo que o secretário de Estado dos Transportes disse que irá “interceder junto da administração da CP” para a empresa “avaliar a possibilidade de manter pelo menos duas ligações directas diárias”.
Segundo José Filipe Murteira, em relação às ligações directas via Intercidades entre Beja e Lisboa, o secretário de Estado dos Transportes disse “compreender” a posição do grupo, mas também os “argumentos de défice de exploração” das ligações apresentados pela CP.
Em relação à electrificação do troço Casa Branca-Beja da Linha do Alentejo, disse José Filipe Murteira, o secretário de Estado dos Transportes explicou que “a questão da electrificação de ferrovias a nível nacional está praticamente parada, devido à situação financeira do país”.
No entanto, frisou, o grupo defendeu a hipótese de a obra ser financiada por fundos comunitários, através do Quadro de Referência Estratégico Nacional, e o secretário de Estado dos Transportes comprometeu-se a “interceder” junto da REFER para a empresa “estudar a viabilidade de electrificação” do troço Casa Branca-Beja.
As intenções da CP de acabar com as ligações directas via Intercidades entre Beja e Lisboa e da ligação até Faro e a defesa da electrificação do troço Casa Branca-Beja já motivaram duas manifestações e uma petição.
Lançada pela Associação de Defesa do Património de Beja, a petição, com 15.071 assinaturas e que já foi entregue no Parlamento, exige a manutenção das ligações directas via intercidades entre Beja e Lisboa, que irão passar a ser feitas através de automotora diesel entre Beja e Casa Branca, onde será feito transbordo para comboio eléctrico até à capital.
A manutenção das ligações entre Beja e a Funcheira, que permite a ligação ao Algarve, e a electrificação do troço entre Beja e Casa Branca da Linha do Alentejo são as outras exigências da petição.
O serviço Intercidades (de Lisboa a Évora e a Beja) da Linha do Alentejo está suspenso devido a obras da REFER no troço Bombel/Vidigal-Évora a decorrer até Maio deste ano.

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Correio Alentejo

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