Autárquicas: Há um ano fez-se história em Castro Verde

Autárquicas: Há um ano fez-se

Foi há um ano. O dia 1 de Outubro de 2017 trouxe consigo o que muitos consideravam impensável, quando o Partido Socialista venceu as eleições Autárquicas em Castro Verde e colocou fim a quase 41 anos de poder comunista. António José Brito, o candidato eleito presidente, foi o rosto de uma “vitória histórica e memorável” para os socialistas, que volvidos 12 meses ainda não esqueceram as emoções vividas numa quente noite de Outono.
“Foi uma vitória de grande simbolismo para a região e até para o país”, sublinha ao “CA” Filipe Mestre, presidente da Concelhia de Castro Verde do PS e um dos homens que acompanhou o processo eleitoral desde o seu início. Uma opinião corroborada pelos seus camaradas António José Paulino (que viria a ser eleito presidente da União de Freguesias) e Tiago Mestre Mamede, e também por José Francisco Colaço Guerreiro, candidato do PS à autarquia castrense em 2009.
Os quatro comungam da ideia que Castro Verde viveu a 1 de Outubro de 2017 um dia histórico. O dia em que a CDU deixou de ser poder, em detrimento do PS. O dia em que “o PS conseguiu afirmar-se e vencer, contrariando o peso da história e tudo o que lhe é inerente”, afiança Tiago Mestre Mamede, à época líder da Juventude Socialista local.
Para António José Paulino, a vitória do PS nas Autárquicas de 2017 não foi mais que a “democracia a funcionar”. “Penso que uma fatia substancial das pessoas que normalmente votavam CDU entenderam apostar numa força política que nunca tinha estado no poder e que tinha um conjunto de propostas em que a população se revia”, diz.
“Do meu ponto de visto, não foi um único factor mas vários os que contribuíram para a vitória do PS”, observa José Francisco Colaço Guerreiro, apontando algumas daquelas que foram, na sua opinião, as falhas da CDU na gestão do Município: ausência de cuidado com os espaços públicos, falta de manutenção do parque urbano e de máquinas da autarquia, e aposta quase em exclusivo na actividade cultural. “Houve ainda um excesso de confiança da CDU e algum menosprezo pela oposição”, acrescenta.
“Acho que tanto houve mérito por parte do PS como algum demérito por parte da CDU. E o maior demérito da CDU foi o mau trabalho que fez nos últimos oito anos e o marasmo em que o concelho caiu”, reforça Filipe Mestre.
Volvido um ano, os quatro socialistas elogiam o trabalho desenvolvido pelo executivo do PS na Câmara de Castro Verde, ainda mais levando em linha de conta todas as condicionantes financeiras conhecidas. Por isso, todos encaram com grande optimismo os três anos que faltam de mandato.
“Já se notam algumas diferenças, mas estou convencido que à medida que o tempo vai passando a equipa vai estando mais forte, mais conhecedora e poderá mostrar muito mais à sua população aquilo de que é capaz”, afirma António José Paulino. “Julgo que a partir de 2019 vamos entrar na ‘fase de descolagem’, com acções práticas que vão agradar à população”, acrescenta Colaço Guerreiro.
Filipe Mestre espera, acima de tudo, que se consiga cumprir o programa eleitoral apresentado em 2017. “E se o PS cumprir com a maior parte dos compromissos eleitorais, acho que já podemos considerar que é um mandato muito bom”, observa, complementado por Tiago Mestre Mamede: “Julgo que os principais desafios estão identificados e é preciso encará-los com objectividade, no sentido de os superar”.

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Correio Alentejo

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