Autarcas do Litoral Alentejano contra agregação de municípios

Autarcas do Litoral Alentejano

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) é contra a eventual agregação de municípios, considerando tratar-se de “um erro”.
Os municípios, tal como as freguesias, a cuja agregação os concelhos do Alentejo Litoral também se opuseram, "são as entidades públicas mais próximas da população e, muitas vezes, a única resposta pública que têm”, defendeu o autarca de Alcácer do Sal, Vítor Proença (CDU), em declarações à Agência Lusa.
“No caso do [Alentejo] Litoral, tal como no resto do país, acredito que as populações vão lutar contra a agregação ou extinção de qualquer município, se porventura se colocar isso em cima da mesa”, afirmou Vítor Proença.
O Governo quer a agregação de municípios, como forma de continuação da reforma administrativa do território iniciada com as freguesias, segundo o guião com orientações para a reforma do Estado aprovado na quarta-feira, 30, pelo Governo.
Vítor Proença recusou avançar cenários para a eventual agregação de municípios no Alentejo Litoral, que inclui os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines.
Quanto à intenção do Governo de “preparar novo processo de transferência de competências da administração central para os municípios e as entidades intermunicipais”, o novo presidente da CIMAL mostrou-se receoso.
Segundo o autarca, “o grande problema que tem ocorrido” é a transferência de competências não ser acompanhada dos “devidos recursos para os municípios”, o que considerou “desonesto”.
“Este Governo está a colocar pedregulhos cada vez mais pesados na mochila já saturada e pesada que os municípios carregam”, acusou.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Role para cima