Assembleia Intermunicipal da CIMBAL diz não ao AMAlentejo

Assembleia Intermunicipal da

A Assembleia Intermunicipal da CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo rejeitou a adesão ao movimento AMAlentejo, que defende a criação de uma Comunidade Regional do Alentejo no âmbito do processo de Regionalização.
A adesão ao movimento foi a votos em sessão da assembleia realizada em Beja na noite de 20 de Abril, com a maioria do PS a votar contra. Já os eleitos da CDU votaram favoravelmente.
Segundo apurou o “CA”, a possível adesão da Assembleia Intermunicipal da CIMBAL ao AMAlentejo já tinha estado sobre a mesa numa reunião anterior mas a sua discussão foi adiada, no sentido de os eleitos deste órgão poderem abordar a questão “com mais calma” e na posse de “dados mais concretos” sobre o movimento e as suas pretensões.
Tal veio a suceder na noite de 20 de Abril, que terminou com a maioria socialista a rejeitar a adesão ao movimento e a subscrição da Declaração de Tróia, aprovada no início de Abril durante o Congresso do Alentejo.
Uma decisão que contraria a tomada de posição assumida pelo Conselho Intermunicipal e pelo Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal, órgãos da CIMBAL, onde a CDU tem maioria e que já aderiram formalmente ao AMAlentejo.
Contactada pelo “CA”, uma fonte socialista explica a posição assumida pelos eleitos do PS: “O AMAlentejo quando apareceu era uma coisa e depois saiu uma coisa totalmente diferente, uma vez que veio logo com a tentativa de criação de uma região Alentejo, ou seja, uma comunidade intermunicipal que juntasse as comunidades intermunicipais do Alentejo todo. Nós [PS] somos a favor de uma região Baixo Alentejo e não podíamos votar favoravelmente uma coisa que, no fundo, defende a integração do Baixo Alentejo numa área única do Alentejo”.
Por tudo isto, acrescenta a mesma fonte, “na Assembleia Intermunicipal decidimos não aderir [ao movimento] por entendermos que as coisas não preenchem os requisitos que achamos que devem preencher”.
A recusa da Assembleia Intermunicipal da CIMBAL em aderir ao AMAlentejo causou algum “mau-estar” entre os eleitos da CDU. Um incómodo agravado com as ausências na sessão do presidente do Conselho Intermunicipal, o autarca de Beja João Rocha, e de um dos vice-presidentes deste órgão, António Tereno, presidente da Câmara de Barrancos.
Na sessão acabou por estar presente o outro vice-presidente do Conselho Intermunicipal, o socialista Nelson Brito, presidente da Câmara de Aljustrel.

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Correio Alentejo

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