ARS Alentejo abre processo por falha da VMER de Évora

ARS Alentejo abre processo

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo abriu um processo de averiguações sobre a inoperacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Évora na terça-feira, 2, revelou à Agência Lusa fonte do organismo.
A VMER de Évora estava inoperacional na terça-feira, por falta de recursos humanos, quando foi chamada a socorrer um doente em paragem cárdio-respiratória, que acabou por morrer, confirmou à Lusa uma fonte do gabinete de comunicação do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).
Este é o terceiro caso conhecido, em menos de um ano e envolvendo vítimas mortais, em que a VMER de Évora está indisponível para uma situação de emergência, depois de, em Abril deste ano, não ter participado no socorro a dois homens que sofreram um acidente, perto de Reguengos de Monsaraz, e que acabaram por morrer.
Também no dia 25 de Dezembro de 2013, a VMER estava inoperacional quando um acidente na Estrada Nacional (EN) 114, entre Évora e Montemor-o-Novo, que envolveu dois automóveis e um cavalo, provocou quatro mortos e quatro feridos graves.
A fonte da ARS do Alentejo adiantou à Lusa que os elementos do conselho directivo do organismo reuniram-se na terça-feira, tendo decidido abrir “um processos de averiguação para determinar o que efectivamente se passou”.
“Este processo tem agora 10 dias para ser efectuado”, realçou a fonte, referindo que a ARS do Alentejo pretende saber “quais as causas que levaram a esta falha” da VMER e que “correcções são necessárias fazer para colmatar esta situação, que começa a ter alguma frequência”.
No caso de terça-feira, a fonte hospitalar indicou à Lusa que “não tendo sido possível garantir a operacionalidade” da VMER, “o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi informado para que pudesse activar os outros meios disponíveis na área”.
A mesma fonte garantiu que a unidade hospitalar “tem feito, até à data, todos os esforços” para “completar todos os turnos e garantir a maior operacionalidade possível da VMER”.
João Caraça, adjunto do comando dos Bombeiros de Évora, explicou à Lusa que a corporação foi solicitada, na terça-feira de manhã, para “uma paragem cárdio-respiratória, num bairro limítrofe da cidade”.
“Ao chegarmos ao local, verificámos que era de facto uma paragem cárdio-respiratória e pedimos apoio diferenciado, mas o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) informou-nos que iniciássemos manobras e que transportássemos a vítima para o hospital”, referiu.
O responsável adiantou que elementos da corporação transportaram o homem de 64 anos em paragem cárdio-respiratória “até ao hospital em manobras” e que, passado algum tempo, foram “informados que a vítima tinha falecido”.

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Correio Alentejo

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