António José Brito apresenta livro sobre 30 anos de jornais

António José Brito apresenta

O jornalista António José Brito, antigo director do “CA”, apresenta esta quinta-feira, 28, em Castro Verde, o seu novo livro, intitulado 30 Anos de Jornais no Baixo Alentejo.
A sessão de apresentação da obra está agendada para as 18h00 e vai decorrer no Sétima Arte Café, na vila de Castro Verde.
Com um preço de capa de 13 euros, o livro tem prefácio do jornalista Hélder Conduto (que recentemente transitou da RTP/ Antena 1 para a Benfica TV) e aborda a evolução da imprensa escrita no distrito de Beja ao longo das últimas três décadas, reflectindo “a realidade de um sector que nunca teve tempos fáceis e vive hoje o momento mais dramático da sua história”.
“Fundei três jornais e dirigi o ‘Diário do Alentejo”, que é o principal título da região. Isso permitiu-me recolher, em mais de duas décadas, uma experiência que quero agora partilhar com o público”, refere o autor, garantindo que 30 Anos de Jornais no Baixo Alentejo é, deste modo, o seu “testemunho” enquanto jornalista e director de várias publicações no distrito de Beja.
Além da história da imprensa escrita e das suas várias estórias na região, o livro narra as circunstâncias do sector entre 1982 e 2012, apresentando também a opinião de profissionais sobre a realidade que se vive hoje e os desafios para o futuro.
Nos seus diferentes capítulos, o livro dá “o indispensável destaque” ao semanário “Diário do Alentejo”, apontado por António José Brito como “o navio-almirante da imprensa regional baixo-alentejana, sempre sujeito aos interesses da política e dos políticos”.
Temas como “os privados e a Igreja” ou “as empresas e a promiscuidade” também são abordados no livro, num trabalho que procura ainda analisar como vão lidar os jornais do distrito com “os novos desafios da era digital” e que mostra no final, em várias páginas, o fac-simile da capa dos diferentes jornais publicados no distrito e Beja desde 1982.
“O livro espelha a evolução da nossa imprensa com rigor histórico mas, sendo um ensaio, exprime algumas opiniões muito cruas e de uma certa dureza”, afiança António José Brito, destacando que escreveu para “pôr a nu a realidade que temos”.
E que realidade é essa?
“É a realidade de uma terra pobre, onde não há leitores e se lê muito pouco. Uma terra sem empresas nem publicidade. Uma terra onde é uma aventura publicar jornais!”, exclama.

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Correio Alentejo

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