António José Seguro ao "CA": "Extinção de freguesias deve ser decidida pelas pessoas"

António José Seguro ao "CA": "Extinção de freguesias deve ser decidida pelas pessoas"

De passagem pelo Baixo Alentejo, o secretário-geral do PS reiterou ao “CA” as suas críticas à anunciada reforma da administração local.
E defendeu uma estratégia que garanta o desenvolvimento do interior do país.

<b>No domingo, 29, participou em Odemira num almoço de trabalho com autarcas e dirigentes socialistas do Baixo Alentejo. Qual foi o “prato forte” desta refeição?</b>
Os problemas da região e os problemas do país! Quando me desloco pelo país gosto muito de ouvir os presidentes de câmara, os autarcas e os dirigentes do PS. Porque eles têm um contacto muito próximo com a realidade e com as dificuldades por que estamos a passar no nosso país, sobretudo no interior de Portugal.

<b>Em Junho de 2011, ainda na campanha interna para a liderança do PS, garantiu não apoiar a extinção de freguesias ou concelhos. Mantém essa posição?</b>
Espero que o futuro das autarquias seja equilibrado e que as populações continuem a ter a possibilidade de ter presidentes de junta e de câmara que ajudem a resolver os seus problemas. O Governo tem demonstrado uma insensibilidade muito grande. Porque em vez de escutar o que as pessoas têm a dizer, escutar as pessoas que vivem em Ourique ou noutras zonas do país, quer impor a sua visão. Isso é errado!

<b>Que vai o PS fazer para contrariar as propostas do Governo nesta matéria?</b>
O PS tem-se batido e consideramos que é possível proceder à fusão e agrupamento de freguesias em zonas urbanas. Aí há muitos transportes, muita mobilidade e uma pessoa até passa de uma freguesia para outra e nem sequer nota. Mas nas zonas rurais isso é mais difícil, porque as pessoas precisam de ter uma relação com o Estado. Não quero com isto dizer que nalguns municípios não seja até importante fazer alguma fusão, mas deixemos que sejam os municípios e as pessoas que vivem nas suas terras a decidir.

<b>LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO DE 3 DE FEVEREIRO DO "CORREIO ALENTEJO", JÁ NAS BANCAS</b>

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