Alunos do Alentejo concluem programa de empreendedorismo

Alunos do Alentejo concluem

Cerca de 320 alunos de 12 escolas do Alentejo concluíram “com sucesso” um programa de empreendedorismo com a duração de um ano lectivo, cujo objectivo era estimular competências como a criatividade e que poderá ser repetido em 2014.
O programa “Empreender na Escola” envolveu não só os estudantes, entre os 14 e os 18 anos, mas também 22 professores, numa actividade extra-curricular na qual os intervenientes demonstraram “dominar o processo”, disse à Agência Lusa o coordenador da equipa de avaliação da iniciativa, Carlos Silva.
A intenção do programa, explicou o professor da Universidade de Évora, “não radica na ideia de que todos vão criar empresas”, sendo mais importante a aquisição de “competências para ultrapassar dificuldades e críticas”, ou seja, “ser capaz de resistir”, um aspecto que considerou “extremamente importante no momento que atravessa o país”.
A iniciativa decorreu durante o ano lectivo anterior em 12 escolas dos concelhos de Elvas, Évora, Montemor-o-Novo, Santiago do Cacém, Sines, Vendas Novas e Vila Viçosa, que em conjunto com Arraiolos, Borba e Estremoz formam a Rede Corredor Azul.
Trata-se de um projecto transversal destes 10 municípios, em parceria com outras entidades, liderado pela Câmara Municipal de Sines e executado pelo Sines Tecnopólo, com o apoio da Universidade do Algarve.
O programa incentivou alunos de cada escola a criarem e a gerirem uma empresa, que tinha depois de tentar vender os seus produtos à equipa, de outro município, com a qual tinha sido “emparelhada”, podendo obter ensinamentos junto de empresas “mentoras”.
Segundo os resultados da avaliação da iniciativa, hoje divulgados por Carlos Silva, os alunos ganharam “capacidade para gerir um negócio”, apesar das “dificuldades” na conciliação das actividades do programa com as escolares.
O docente sublinhou ainda a realização de uma feira de empreendedorismo em Évora, no início de Junho, onde os alunos puderam promover e comercializar os produtos das suas empresas fictícias, mas considerou que “poderia ter havido mais eventos”.
O responsável pelo programa “Empreender na Escola”, João Paulo Saraiva, adiantou à Lusa que os “ensinamentos” da primeira edição poderão traduzir-se em “melhorias” a incorporar numa próxima iniciativa, que poderá acontecer já em 2014.
Tendo representado um investimento de cerca de 225 mil euros, comparticipado em 85% por fundos comunitários, o futuro do projecto depende da aceitação dos parceiros e da criação de condições para a sua “sustentabilidade financeira”, o que pode passar por “um maior envolvimento do mundo empresarial”, disse.
Vai também ser criado um grupo, constituído por alguns alunos que participaram no programa e outros que não o fizeram, que será acompanhado nos próximos 10 anos para se “perceber como é que estas iniciativas podem influenciar o percurso” dos jovens, explicou o responsável do Município de Sines.

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Correio Alentejo

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