Aluno de Castro vai às Olimpíadas de Informática

Aluno de Castro vai às

O jovem Ricardo Antunes, de Castro Verde, está de “malas feitas” para Baku, capital do Azerbaijão, sendo um dos elementos da comitiva que vai representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática, que se realizam no extremo da Europa entre os dias 4 e 11 de Agosto.
A poucos dias da partida, o aluno de 17 anos (que em 2018-2019 frequentou o 11º ano na área da Ciência e Tecnologia na Secundária de Castro Verde) garante ao “CA” que vai embarcar com ambição… mas sem pressão.
“Vou fazer o meu melhor, é claro, mas a pressão não é tanta, pois a possibilidade de ganhar um prémio é muito menor que cá” em Portugal, revela Ricardo Antunes, admitindo ter muita curiosidade em conhecer Baku e o Azerbaijão. “O país não é muito desenvolvido, mas a cidade é extremamente desenvolvida e tem uma mistura entre o ocidental e o oriental. É uma oportunidade para conhecer uma cultura diferente”, diz.
Ricardo Antunes “carimbou” o passaporte para Baku depois de ter sido segundo classificado nas Olimpíadas Nacionais de Informática, um concurso de programação destinado a alunos do ensino secundário e que tem como finalidade apurar os representantes nacionais para as Olimpíadas Internacionais.
“Fiquei surpreendido com o segundo lugar, não estava à espera”, admite o aluno de Castro Verde. “Já tinha participado no ano passado, mas tinha ficado em 9º lugar na semi-final e não passei à final. Este ano a prova [na semi-final] até me correu mal e pensei que não fosse passar, mas não fui o único a ter pontuação baixa e passei à final. Aí tive um valor muito acima do esperado e acabei por ficar em segundo”, acrescenta.
Ricardo Antunes revela que as Olimpíadas Nacionais de Informática são muito intensas, com os participantes a serem testados num ambiente de grande pressão e muito semelhante à realidade. “Dão-nos problemas associados a situações reais, por exemplo em termos de gestão de logística. São situações que as empresas enfrentam e nós temos de arranjar soluções eficientes que em tempo mínimo consigam resolver esses problemas, que são muito complexos e têm vários parâmetros em que temos de nos aperfeiçoar ao máximo”, revela.
A complexidade da informática e da programação, associada à possibilidade destas poderem ter aplicabilidade prática no dia-a-dia, é precisamente o que mais fascina Ricardo Antunes. “O que mais me atrai mais é a possibilidade de resolução de problemas e porque vão ser áreas muito importantes no futuro”, conta o jovem castrense, que começou muito cedo a mexer em computadores e a inserir linhas de comando.
“Sempre tive interesse por computadores e gostava de jogar, mas isso passou para segundo plano rapidamente. O meu pai também é interessado por informática e deu-me as ferramentas para começar a aprender programação e informática quando tinha mais ou menos oito anos. A partir daí fui sempre aprendendo sozinho”, observa.
Ainda assim, Ricardo Antunes gostaria de seguir uma carreira que não fosse exclusivamente ligada à informática. “Estava a pensar ir para Engenharia Aeroespacial, pois gostava de trabalhar em algo relacionado com exploração espacial, por exemplo na Agência Espacial Europeia”, conclui.

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Correio Alentejo

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