Almodôvar: Presidente da Câmara confia na aprovação do Orçamento

Almodôvar: Presidente da Câmara

O Orçamento e as Grandes Opções do Plano (GOP) para o ano de 2016 da Câmara de Almodôvar são discutidas e votadas esta sexta-feira, 27, em sede de Assembleia Municipal.
Depois de ambos os documentos só terem passado à segunda na Câmara, com a abstenção do vereador social-democrata Ricardo Colaço, o presidente do Município confia que agora tudo seja diferente.
“Todos os eleitos como eu, em Setembro de 2013, foram mandatados pela população de Almodôvar para favorecer o concelho, para trabalhar arduamente de modo a garantir o seu desenvolvimento e a servir os interesses das pessoas, não para servir interesses de partidos políticos. Estou confiante que todos vão fazer precisamente isso, dando ‘luz verde’ ao Orçamento”, afirma António Bota em entrevista ao “CA”.

Superado o diferendo com o PSD na Câmara, está confiante que o Orçamento terá "luz verde" na Assembleia Municipal?
Sim, estou. Todos os eleitos como eu, em Setembro de 2013, foram mandatados pela população de Almodôvar para favorecer o concelho, para trabalhar arduamente de modo a garantir o seu desenvolvimento e a servir os interesses das pessoas, não para servir interesses de partidos políticos. Estou confiante que todos vão fazer precisamente isso, dando “luz verde” ao Orçamento… um dos documentos mais importantes para o desenvolvimento do concelho e aquele que permite transformar as necessidades e preocupações da população em acções concretas.

Não teme que o PSD "rompa" o acordo na Assembleia e, em coligação com os "Independentes" rejeite o documento?
É um dos cenários possíveis, está na consciência de cada um. Como todos sabem, quando fui eleito para governar a Câmara Municipal, com a minha equipa, assumimos a tarefa de zelar pela população e pelo desenvolvimento do concelho de Almodôvar. Essa tarefa foi também entregue pela população aos restantes eleitos, tanto da minha equipa como dos diferentes órgãos, mesmo na oposição e incluindo os deputados municipais. Portanto, tudo é possível. Mas as pessoas sabem que em política não deve valer tudo. No final, os cidadãos de Almodôvar saberão julgar as atitudes e acções de cada um de nós.

Que danos públicos para Almodôvar pode ter um eventual "chumbo" na Assembleia Municipal?
Um eventual “chumbo” do Orçamento na Assembleia Municipal bloquearia todo o investimento no concelho e prejudicaria diretamente o seu desenvolvimento. Ficaríamos numa situação de “gestão” em que todo o trabalho, todos os projectos, todos os planos que delineámos para o concelho, nos últimos dois anos, não poderiam ser postos em prática. Ficaríamos limitados a um “gerir o dia-a-dia” e impedidos de pôr em prática acções, estratégias de desenvolvimento e obras que são urgentes. É um cenário altamente prejudicial para o desenvolvimento do concelho de Almodôvar e para o bem-estar de todos os seus munícipes.

Sente que Almodôvar está a sofrer consequências de aparentes divisões no seio do PSD local?
Infelizmente sim. Toda esta questão permitiu-nos ver que, de facto, existem problemas internos no PSD local. No entanto, estes problemas devem ser resolvidos internamente e não trazidos para a esfera pública. Não posso é permitir, em silêncio, que a Camara Municipal seja palco de política, em detrimento dos habitantes de Almodôvar e da estabilidade no concelho. Mais uma vez digo, em política não deve valer tudo. Para bem do concelho, espero que todos os eleitos possamos trabalhar e dar o nosso melhor. Os partidos terão oportunidade de fazer o seu trabalho, depois, em campanha politica.

Está confiante que será possível concluir o mandato num clima de estabilidade política?
Sim. Pessoalmente, tudo tenho feito para a criar. E exemplo disso é precisamente a forma como “abraçámos” a parceria com o PSD no início do mandato e a forma como, desde essa altura, temos trabalhado em conjunto com o vereador do PSD na Camara, permitindo a partilha de ideias diárias e a formulação e concretização de estratégias, articuladas entre todos, por e para Almodôvar. É assim que vou continuar a pautar a minha acção – pela união em prol do Concelho, não pela divisão em prol de politiquice. Ainda é cedo para isso. Ainda faltam dois anos para as eleições autárquicas.

Quando assumiu a presidência já temia estas dificuldades?
De certa forma sim. Quando me candidatei imaginei que não ia ser fácil, porque existiam em Almodôvar interesses instalados, como é normal após um período de governação sem mudança. Nessa altura tudo fiz para ser merecedor da confiança dos almodovarenses, e contínuo a fazê-lo agora. Claro que após as eleições, e sabendo que não tinha maioria, antecipei algumas dificuldades. Contudo, no dia-a-dia na Câmara Municipal, temos vindo a superar todas elas e são também elas que, a cada dia que passa, me têm tornado a mim e à minha equipa cada vez mais conhecedores, capazes e profissionais.

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Correio Alentejo

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