Alentejo recebe mais 42% de fundos comunitários em 2014-2020

Alentejo recebe mais 42% de

A região do Alentejo vai receber mais 42% de verbas do próximo período de fundos comunitários, de 2014 a 2020, atribuídas aos programas regionais de Portugal.
Esta distribuição dos fundos europeus foi divulgada esta quinta-feira, 5, em Évora, pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida.
“Há muito a tendência de pensar que os investimentos públicos estão muito centrados em Lisboa”, mas, com os fundos europeus, “não é isso que se passa, nem se vai passar”, afiançou.
Segundo o governante, no próximo quadro de apoios comunitários (2014 a 2020), “93% dos fundos europeus vão ser gastos nas regiões mais pobres do país”, ou seja, “no norte, centro, Alentejo e Açores”.
“As regiões de Lisboa, do Algarve e da Madeira vão ter apenas 7%” dos fundos atribuídos aos programas operacionais regionais, disse.
Manuel Castro Almeida frisou que, assim sendo, vai haver “uma clara concentração do investimento nas regiões mais pobres, porque os fundos europeus estão, em grande medida, ao serviço da coesão territorial” e é necessário “que o país seja mais homogéneo”.
O secretário de Estado sublinhou ainda que os vários programas operacionais regionais vão contar com um reforço de verbas, realçando que o Alentejo vai ter o maior aumento percentual de fundos, muito graças ao empreendimento do Alqueva.
“No caso do Alentejo, o reforço de verbas vai ser muito significativo”, atingindo os “42% de aumento”, o que significa que vai passar “de 850 milhões de euros para cerca de 1.200 milhões de euros”, disse Manuel Castro Almeida.
Neste “bolo”, precisou, inclui-se uma parcela de “cerca de 150 milhões de euros” destinada especificamente “ao desenvolvimento da segunda fase do Alqueva”, no âmbito da rede secundária de rega.
“Estamos a falar, portanto, de um reforço em cima de um reforço que há para as regiões mais pobres do país”, afirmou, explicando que, por exemplo, o norte e centro têm subidas na ordem dos “25%”, cabendo ao Alentejo este aumento maior de 42% devido, precisamente, aos apoios para o Alqueva.
Quanto ao InAlentejo, o governante admitiu que, “há algum tempo atrás”, estava “bastante atrasado”, em comparação com os demais programas do país, mas, agora, “já está muito próximo da média nacional”.
“Houve um esforço muito forte de recuperação, nos últimos dois anos”, e, neste momento, o programa, cuja execução deverá cifrar-se nos 60% no final do ano, “já atingiu os mínimos necessários” para evitar a “devolução de verbas a Bruxelas”, congratulou-se.
Depois de as prioridades terem sido as infra-estruturas e equipamentos, acentuou ainda, os fundos comunitários previstos para 2014-2020 deverão ser usados em prol da “competitividade da economia”, focando “a criação de riqueza e emprego”.
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo já saudou o reforço dos apoios europeus para a região entre 2014 e 2020, considerando que este território se tornou no “centro do país”.
“O centro do país, neste momento, é o Alentejo. Olhamos para todos os indicadores económicos e sociais e percebemos” que a região, apesar de continuar “a ter imensas carências e necessidades”, é “onde o trabalho tem tido maior relevância”, frisou António Dieb.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Escola Mário Beirão reabre em Beja

A Escola Básica Mário Beirão, em Beja, reabre esta segunda-feira, 27, para os alunos dos ensinos pré-escolar e primeiro ciclo, depois que as inundações provocadas

Role para cima