Agricultores pedem ao Governo "coordenação política ao mais alto nível" para concluir Alqueva

Agricultores pedem ao Governo "coordenação política ao mais alto nível" para concluir Alqueva

A conclusão do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, as consequências da seca e os atrasos nos financiamentos dos sistemas de recolha de cadáveres animais e da sanidade animal foram os temas que estiveram sobre a mesa durante as reuniões que uma delegação da ACOS – Agricultores do Sul manteve esta semana com a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, e com o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, o bejense Carlos Moedas.
Na reunião, solicitada pela ACOS, os representantes dos agricultores alentejanos "solicitaram um envolvimento e uma coordenação política ao mais alto nível", dadas as suas preocupações perante o "avolumar das dúvidas" sobre o financiamento da última fase de Alqueva, considerando "que a conclusão das obras é vital para coerência e viabilização de todo o empreendimento" e da própria "agricultura das zonas abrangidas".
"Os agricultores do Sul transmitiram que foi com ‘sobressalto’ que constataram que, na proposta de reprogramação do Proder, a acção relativa ao regadio de Alqueva sofre um corte brutal de 130 milhões de euros", adianta ao "CA" fonte oficial da ACOS.
Já sobre a estratégia, apresentada pelo Ministério da Agricultura, de afectação ao QREN dos investimentos da rede de rega (primária e secundária), a delegação de agricultores ficou "apreensiva" face às dificuldades já verificadas, tendo solicitado "um envolvimento e uma coordenação política ao mais alto nível", tendo em conta que, sendo possível em teoria, esta transferência carece da aceitação da Comissão Europeia.
Durante o encontro com a ministra da Agricultura, a delegação da ACOS apresentou igualmente um conjunto de propostas para ajudar a minimizar os efeitos da seca, nomeadamente o pagamento imediato dos saldos das ajudas referentes a 2011, a antecipação do pagamento das ajudas referentes a 2012, a intermediação do Ministério na renegociação de créditos bancários assumidos pelos lesados e a criação de uma linha de crédito de longo prazo que permita o financiamento das necessidades acrescidas das explorações.

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Correio Alentejo

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