Aeroporto de Beja pode receber projecto de desmantelamento de aviões

Aeroporto de Beja pode receber projecto de desmantelamento de aviões

O aeroporto de Beja pode vir a receber um projecto de desmantelamento de aeronaves em fim de vida e consequente valorização de peças e sistemas aeronáuticos, promovido pela AeroNeo em parceria com a multinacional suíça JetLease – Geneva no âmbito do processo “GreenParts 95”.
“O processo ‘GreenParts 95’ responde ao desafio de contribuir para facilitar o acesso das operadoras de aeronaves e frotas a peças e sistemas legítimos em boas condições de serviço, preço e disponibilidade”, adianta ao “CA” fonte ligada ao projecto, frisando que “o desmantelamento de aeronaves em fim de vida pode ser viabilizado pela recuperação de peças legítimas e materiais valorizáveis”.
Nesse âmbito, continua a mesma fonte, o projecto da AeroNeo, avaliado em 11 milhões de euros, prevê para Beja a criação de uma “Portuguese Aircraft Clinic” (Clínica para Aviões de Portugal), através de um programa multifunções que inclui, “além da gestão e da valorização de activos aeronáuticos pelo seu desmantelamento e reciclagem, várias componentes de I&D e formação especializada em aero-mecânica”, tudo em conformidade com as orientações da AFRA – Aircraft Fleet Recycling Association.
De acordo com os promotores do projecto, o conceito “GreenParts 95” é “único” e integra “todas as fases sucessivas de desmantelamento e reciclagem de uma aeronave, ainda operacional, até ao seu desaparecimento total”, sendo que as peças de valor “poderão representar até 95% do valor comercial dos activos desmantelados e a sua revenda ou aluguer assegurarão o retorno do investimento”.
Por norma as operações de desmantelamento de aeronaves não são integradas com a valorização de peças e sistemas, tendo os EUA sido pioneiros neste processo devido à tentativa de recuperação de peças que não se encontravam disponíveis no mercado ou já não eram produzidas.
Para tal são necessários locais “secos e com sol”, o que na Europa só é possível de encontrar em Portugal e Espanha.
“Esta situação justifica o porquê de as aeronaves não ficarem estacionadas muito tempo, sendo enviadas para o estrangeiro (por exemplo, para os EUA) ou desmanteladas rapidamente”, explica ao “CA” fonte da AeroNeo, garantindo que o modelo de negócio proposto para Beja “permite responder à procura de soluções num mercado em crescimento”.
“Durante os próximos 15 anos, cerca de 12.500 aviões, após uma actividade de 20 a 25 anos, serão gradualmente retirados de operação. A optimização do valor dos activos que compõem os aviões, através de um processo integrado, permite estabelecer um processo <i>eco-friendly</i> [amigo do ambiente] no qual o desmantelamento, a reconversão, o reaproveitamento e a reciclagem se apresentam integrados”, conclui a mesma fonte.

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Correio Alentejo

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