Adesão de "90 por cento" na greve em empresa metalomecânica de Beja

Adesão de "90 por cento" na greve em empresa metalomecânica de Beja

Os trabalhadores da empresa Metalomecânica Projectos Industriais (MPI), de Beja, iniciaram esta terça-feira, 20, uma greve por tempo indeterminado para reivindicar salários e subsídios em atraso, que regista uma adesão de "cerca de 90 por cento", segundo um dirigente sindical.
Dos cerca de 45 trabalhadores da MPI, "todos" os que trabalham na área de produção industrial estão em greve e "só os do escritório, cerca de cinco", estão a trabalhar, adiantou à Agência Lusa Eduardo Florindo, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE/SUL).
Segundo o sindicalista, na passada sexta-feira, 16, os trabalhadores da MPI decidiram, em plenário, avançar para uma greve por tempo indeterminado para reivindicar o pagamento do subsídio de Natal de 2011, metade do salário de Janeiro, o salário de Fevereiro e os subsídios de alimentação relativos a estes dois meses.
Os trabalhadores em greve só aceitam suspender a paralisação e retomar o trabalho "quando forem pagos todos os salários e subsídios em atraso", frisou, referindo que esta terça-feira "corria o boato" na empresa de que "iria ser pago o salário de Fevereiro".
"Mesmo que a empresa pague o salário de Fevereiro, os trabalhadores não querem suspender a greve e retomar o trabalho, porque ainda ficam com os outros pagamentos em atraso", sublinhou.
Eduardo Florindo disse que o SITE/SUL já pediu a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho devido à intenção da MPI de substituir trabalhadores em greve, o que constitui "uma violação da lei".
Segundo o sindicalista, na segunda-feira, 19, foram "colocados novos cacifos na empresa" e quarta-feira, 21, deverão ser "transferidos" trabalhadores da MPI a laborar na Lisnave, em Setúbal, para as instalações em Beja, "com o objectivo de substituir os trabalhadores que estão em greve".
A Lusa tentou contactar, sem sucesso, o administrador da MPI, Amaro de Matos.

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Correio Alentejo

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