Na véspera do arranque de mais uma Feira de Castro, o vice-presidente da Câmara Municipal, David Marques, anuncia que o certame vai contar este ano com uma zona coberta de estar e de repouso, no Largo da Feira, de apoio aos visitantes.
Que representa a Feira de Castro para Castro Verde?
A Feira de Castro é uma das marcas que definem Castro Verde. Foi definidora, ao longo dos quatro séculos de história, do crescimento urbano da vila, espalhando-se pelas ruas, dando-lhes nomes e funções, abrindo pensões e alojamentos, guardando lugar na memória de gerações de castrenses.
Sente que a Feira continua a ser um “símbolo” de Castro Verde e a atrair muitos visitantes à vila?
A Feira de Castro continua a ser o momento do ano em que mais pessoas acorrem a Castro Verde. De norte a sul do país, a Feira apresenta-se como principal “cartão de visita”, sendo que muitos dos que descobrem Castro Verde fazem-no nos dias de Feira. A maior feira tradicional do Sul afirma Castro Verde, mesmo que ao longo destes quatro séculos de história os motivos que trazem os visitantes até ao coração do Campo Branco vão sendo diferentes. São ainda os frutos secos, as vergas, a latoaria, os queijos e enchidos. Já não é o gado, já não é tanto a roupa ou o calçado. São sobretudo os cheiros, os sons das ruas e do cante, da viola campaniça e do baldão. A essência mantém-se: uma feira tradicional sem paralelo, que transforma as ruas que desaguam no Largo da Feira num grande mercado de (re)encontros.
“A Feira de Castro continua a ser o momento do ano em que mais pessoas acorrem a Castro Verde.”
Também a tradição se pode adaptar à modernidade. Nesse sentido, vai haver mudanças ou alterações naquilo que são a disposição e o figurino habitual da Feira?
Pequenas adaptações mas que não mudam o essencial. A forma como encaramos a Feira respeita a sua história, ou seja, uma feira que acontece nas ruas e no Largo da Feira, sem barreiras nem vedações, que convida a descobrir diferentes pontos. Este ano, pela primeira vez, será criada uma zona coberta, com 375 m2, de estar e de repouso, no Largo da Feira, de apoio aos visitantes.
A Câmara de Castro Verde preparou um programa cultural associado à Feira. Qual o objetivo?
O programa cultural visa reforçar a atratividade da Feira, criando propostas complementares que se constituem como motivos acrescidos para que escolha vir à Feira. Vamos voltar a ter o Almoço dos Castrenses na Diáspora, o cante e o folclore algarvio na tarde de sábado, na Praça da República, para além dos concertos nas noites de sexta e de sábado, o Cante baldão e a Viola campaniça na noite de sábado no Fórum Municipal, que acolhe também uma exposição de pintura, e uma exposição de fotografia alusiva ao cante alentejano na Rua da Seara Nova. Ainda junto à Rua da Seara Nova e à Rotunda do Minério estarão em exposição, durante todo o dia de domingo, automóveis clássicos e desportivos, por iniciativa da Associação de Moradores do Bairro dos Bombeiros. E na manhã de domingo, no Parque Infantil da junto à Gare, poderá assistir-se a mais uma edição do Concurso Regional do Rafeiro do Alentejo, em parceria com a Associação de Agricultores do Campo Branco, bem como vários momentos de animação musical itinerante, em vários pontos da vila, durante os três dias.












