Eram 36.645 os cidadãos estrangeiros que residiam no distrito de Beja no final do passado ano de 2025, com os concelhos de Odemira, Beja e Ferreira do Alentejo a “absorverem” grande parte desta população.
Os dados constam do relatório de Migrações e Asilo 2025, divulgado na passada semana pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e consultado pelo “CA”.
De acordo com o documento, no distrito de Beja residiam, no final do ano passado, 36.645 pessoas naturais de outro país, das quais 27.110 eram homens e as restantes 9.535 mulheres.
Em termos nacionais, Beja era o 9º distrito com mais população estrangeira residente em 2025, à frente dos outros distritos alentejanos, Évora (12.325) e Portalegre (6.423). Lisboa era, naturalmente, o distrito com mais população estrangeira, com 605.895 residentes.
Por concelhos, não há grandes surpresas: Odemira é o município da região com mais cidadãos estrangeiros residentes, num total de 22.038 pessoas, ou seja, mais de metade da população total neste concelho.
Seguem-se os concelhos de Beja (6.919), de Ferreira do Alentejo (2.258) e de Serpa (1.205), o que muito se deve à atividade agrícola existente nestes municípios, muito ligada ao Alqueva e a produções intensivas de olival e amendoal, entre outras.
Em Aljustrel residiam 692 estrangeiros no final do último ano, pouco mais que em Almodôvar (673) e Ourique (620). Já em Castro Verde o relatório da AIMA registou 459 residentes naturais de outro país, seguindo-se Cuba (449), Moura (426), Vidigueira (402) e Mértola (332).
Por fim, os concelhos do distrito com menos população estrangeira residente em 2025 eram Alvito (144) e Barrancos (apenas 28).
Em todos os 14 concelhos do Baixo Alentejo, a população estrangeira residente é maioritariamente masculina.









