O projeto “Mértola Future Lab”, promovido pela associação Terra Sintrópica, foi distinguida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na Conferência Global de 2026 para Ações One Health nos Sistemas Agroalimentares, que decorreu em setembro em Roma.
Segundo a associação sediada em Mértola, esta distinção reconhece o projeto, “uma iniciativa pioneira no sul de Portugal, como caso de estudo de referência em cocriação territorial para a transição agroecológica de base comunitária”.
A Terra Sintrópica acrescenta que a sua iniciativa “demonstra que construir resiliência climática não é apenas uma questão de meios técnicos”, mas também “um esforço enraizado na gestão comunitária do território e na cocriação com os municípios, as escolas e outras instituições”.
“Ao contrário das intervenções tradicionais, que impõem soluções vindas de cima para as zonas rurais, o ‘Mértola Future Lab’ funciona como um laboratório vivo. Agricultores, produtores locais, organizações, empreendedores, famílias, autarquias e comunidades escolares de Mértola co-criaram todas as fases da iniciativa”, frisa.
Para Marta Cortegano, cofundadora da Terra Sintrópica, “a transição agroecológica não é apenas uma mudança nas práticas agrícolas, é um impulso cultural que reconecta as pessoas ao seu território”.
“A verdadeira resiliência não pode ser construída para uma comunidade a partir de fora; tem de ser cultivada com a comunidade e a partir dela”, acrescenta esta responsável, frisando que o reconhecimento da FAO “valida que as abordagens de base, centradas nas pessoas, são essenciais para curar tanto os nossos solos como as nossas economias locais”.












