O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Pedro Dominguinhos, visitou na passada semana as obras de construção da nova Unidade de Cuidados Continuados de Aljustrel, projeto da Santa Casa da Misericórdia local financiado por este programa.
Segundo adianta a Câmara de Aljustrel, cujo presidente Fernando Ruas acompanhou a visita, a iniciativa permitiu a Pedro Dominguinhos “perceber no terreno o estado da empreitada que está em curso”.
Em simultâneo, acrescenta, foi manifestada ao gestor do PRR as preocupações da Misericórdia de Aljustrel relativamente “aos curtos prazos destinados para a execução da referida obra, principalmente depois de um inverno extremamente rigoroso que condicionou os trabalhos”.
“A intenção foi ainda sensibilizar para a necessidade de ser urgente estabelecer novas metas e alargar prazos de conclusão, até porque esta unidade é de extrema importância para o concelho de Aljustrel, mas também para o Alentejo”, acrescenta o município.
Em declarações ao “CA” no passado mês de abril, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Aljustrel (SCMA) defendeu o alargamento dos prazos para a concretização das obras apoiadas pelo PRR, entre as quais a da nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCC) da instituição, que arrancou em novembro de 2025, tendo de estar concluídas até ao dia 30 de junho deste ano.
Um prazo que o provedor da SCMA, Manuel Frederico, reconheceu ser “bastante apertado”, o que foi, desde logo, transmitido ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, na cerimónia de assinatura do contrato de financiamento, a 17 de abril de 2025.
A futura Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Misericórdia de Aljustrel está em construção num terreno anexo ao Centro de Saúde da “vila mineira”, cedido para o efeito pela Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), e irá integrar a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).
A nova infraestrutura representa um investimento total de quase quatro milhões de euros, tendo um financiamento de 1,2 milhões de euros através do PRR.
A unidade terá 30 camas, distribuídas por 16 quartos (três simples, 12 duplos e um triplo), e permitirá a criação de 26 novos postos de trabalho, sobretudo pessoal “especializado”, como fisioterapeutas, enfermeiros e médicos.












