A doença da língua azul e outras que afetam a pecuária extensiva, os atrasos na PEPAC ou o conflito no Irão (e consequente aumentos dos custos do fatores de produção) foram algumas das matérias em discussão, na passada semana, entre duas associações de agricultores do Baixo Alentejo e o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.
O governante esteve no Alentejo, nos dias 9 e 10 de abril, para “auscultação direta das principais preocupações dos agricultores”, tendo mantido contactos com a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) e a ACOS – Agricultores do Sul.
Em comunicado, as duas associações revelam que os agricultores aproveitaram a ocasião para fazer referência a apoios e estratégias futuras em relação à doença da língua azul, esperando que sejam “tidos em conta os prejuízos causados aos produtores pela doença” em 2025 “e que ainda não tiveram eco por parte da tutela”.
Durante o encontro, FAABA e ACOS aludiram ainda ao PEPAC, “designadamente os atrasos e as verbas manifestamente insuficientes em relação aos projetos aprovados”, defendendo “a necessidade de medidas que encorajem a renovação geracional e promovam a fixação de pessoas no interior do país”.
Os agricultores “deram ainda eco ao ministro da sua preocupação em relação ao agravamento dos custos dos fatores de produção, resultantes do conflito com o Irão, designadamente o aumento do gasóleo agrícola e dos fertilizantes, preocupações que foram também sustentadas por promessas de eventual reforço dos apoios”, pode ler-se no comunicado.
Na reunião, o declínio do montado de sobro e azinho foi igualmente apresentado pelas associações “como uma matéria preocupante a ter em conta”, a par da necessidade da criação “de pequenos regadios de apoio à pecuária extensiva, que deverá ser vinculada à Estratégia Água que Une e trabalhada no sentido de ser concretizada logo que seja possível”.
“Os agricultores não podem estar à mercê de anos de seca sem soluções que salvaguardem a atividade agropecuária em zonas de extensivo, de sequeiro”, sublinha o presidente da FAABA e da ACOS, Rui Garrido, citado no comunicado.












