Distrital de Beja do Chega diz que objetivos nas Autárquicas ficaram “aquém do esperado”

Mário Cavaco _ CHEGA Beja 2023

A Distrital de Beja do Chega assume que os objetivos traçados pelo partido para a região nas eleições Autárquicas de 12 de outubro “ficaram aquém do esperado em algumas autarquias”, apesar do seu “fortalecimento” como “força política incontornável” no distrito.

Em nota enviada ao “CA”, o presidente da Distrital de Beja do Chega, Mário Cavaco, afirma que as eleições Autárquicas “vieram confirmar o fortalecimento” do partido “como força política incontornável no panorama distrital de Beja”, depois de nas Legislativas de maio “ter conquistado o estatuto histórico de ser o mais votado no distrito”.

Segundo Mário Cavaco, que foi candidato à presidência da Câmara de Serpa, não conseguindo ser eleito para o executivo, o Chega “obteve um conjunto de resultados relevantes, elegendo autarcas em diversos concelhos” num distrito “historicamente dominado pela esquerda”.

Ainda assim, frisa, “é igualmente evidente que os objetivos definidos ficaram aquém do esperado em algumas autarquias, resultado de dinâmicas locais distintas das legislativas e da força de estruturas partidárias tradicionais que ainda se fazem sentir a nível municipal”.

Nas eleições Autárquicas de 12 de outubro, o Chega elegeu um total de três vereadores: um em Beja, outro em Moura e um terceiro em Odemira.

Na opinião de Mário Cavaco, “o peso da marca nacional do Chega mostrou-se insuficiente para suplantar décadas de redes locais já consolidadas, mas, no entanto, o partido demonstrou ser hoje uma alternativa real e credível, com capacidade para disputar o poder e influenciar as políticas municipais”.

Por isso, o presidente da Distrital de Beja do Chega afirma que indica que o futuro do partido na região “dependerá da consolidação de estruturas autárquicas robustas, de um trabalho contínuo de proximidade com as populações e de candidaturas ancoradas em figuras locais de forte reconhecimento”.

O partido tem de “transformar o entusiasmo nacional em raízes locais sólidas, com programas autárquicos claros, centrados em problemas concretos como o emprego, as infraestruturas, a habitação, a água e os serviços públicos”, advoga.

“O desafio para 2029 será transformar o voto de confiança em poder executivo, convertendo o apoio popular em governação local estável e eficaz”, conclui Mário Cavaco.

EM DESTAQUE

ULTIMA HORA

Role para cima