O PCP questionou o Governo sobre como pretende salvaguardar os postos de trabalho dos funcionários de dois lares que “a Cruz Vermelha vai encerrar em Beja” e os cuidados aos utentes residentes nas instituições.
O deputado comunista Alfredo Maia entregou, na passada semana, na Assembleia da República duas perguntas em que solicita esclarecimentos sobre este tema, uma dirigida à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, e a outra endereçada ao ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.
Nos documentos, é referido que o grupo parlamentar do PCP “teve conhecimento de que a Cruz Vermelha [Portuguesa] vai encerrar em Beja as duas Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) de que é proprietária”.
Os dois lares acolhem cerca de 60 utentes, que ficam “completamente desamparados” com “o encerramento desta resposta” sem que “as suas famílias tenham possibilidade ou capacidade de encontrar outra solução que garanta os cuidados ali assegurados”.
“Além do impacto que o encerramento terá sobre os utentes e suas famílias, serão também afetados 25 funcionários que ali trabalham”, que “perderão os seus postos de trabalho” e ficarão igualmente “completamente desamparados”, acrescenta o PCP.
Por isso, o PCP quer saber “que conhecimento tem o Governo da situação descrita em relação ao anunciado encerramento dos dois lares da Cruz Vermelha em Beja” e “que medidas vai o Governo tomar para, no imediato, salvaguardar os cuidados aos utentes residentes nos referidos lares da Cruz Vermelha” e para também garantir os postos de trabalho e direitos dos trabalhadores.












