O Parlamento aprovou, na sexta-feira, 6, “por unanimidade”, um voto de pesar em memória de António Feliciano, natural do concelho de Odemira e que era o último projecionista ambulante de cinema no país, que faleceu no final dezembro.
No voto de pesar, apresentado pelo deputado do PS Pedro do Carmo, eleito por Beja, a Assembleia da República “manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de António Feliciano Inácio, lamentando a sua perda e enaltecendo o valoroso contributo que em vida deu ao acesso à cultura” m Portugal.
No texto do voto de pesar é recordado que António Feliciano, natural da freguesia de Sabóia, “movia-se por um lema: ‘a cultura é para todos e deve chegar a todos’”.
“Foi com base nesta máxima e com grande esforço que construiu em Vila Nova de Milfontes a primeira sala de cinema do concelho de Odemira, o cineteatro GiraSol, e que por mais de meio século projetou filmes de terra em terra”, acrescenta o texto.
O voto de pesar lembra ainda que a sua história de vida “foi sendo contada com direito a grandes reportagens, documentários como ‘Cães sem Coleira’, de Rosa Coutinho Cabral (1997) ou ‘Cinema com Gente Dentro’, de Rui Lamy e Diogo Vilhena (2007), e até a uma canção da banda Azeitonas, ‘Cinegirasol’, com vídeo de animação stop motion”.












