A continuação do festival “Terras Sem Sombra” nos moldes em que o tem sido feito pode estar “em risco”, devido à falta de apoio da Direção Geral das Artes (DGA) à iniciativa em 2023, anunciou a organização do evento.
Na página oficial do festival na rede social Facebook, a organização do “Terras Sem Sombra” explica que foi notificada, por parte da DGA, “de que esta entidade considerou elegível a candidatura” do certame ao Programa de Apoio Sustentado às Artes, na modalidade bienal.
Ainda assim, a DGA “projeta não a considerar, em termos financeiros, ‘em virtude de ter sido esgotado o montante global disponível para a área artística e/ou modalidade de apoio’ em causa”, acrescenta a mesma fonte no comunicado.
Segundo a organização do “Terras Sem Sombra”, “esta decisão põe em risco a continuação do festival, nos moldes” em que tem sido feito.
“Além disso, discrimina negativamente o Alentejo, região onde não foi contemplado nem sequer um único projeto no âmbito da música, ao contrário do que tem sucedido nos últimos cinco anos. Algo que causa estranheza, face ao anúncio de que está previsto um notório reforço das verbas consignadas às artes em 2023”, sublinha.
Perante este quadro, a organização do “Terras Sem Sombra” afirma que vai pronunciar-se sobre esta proposta de decisão da DGA, “confiando em que sejam reprogramadas verbas” e a nossa região “não fique marginalizada”.
“Sem esconder a preocupação, mas na certeza de que baixar os braços não é solução, tudo faremos para prosseguirmos serenamente este caminho em prol da cultura, da coesão territorial e do Alentejo”, conclui o comunicado.












