Presidente da Distrital do PSD defende regiões administrativas

Presidente da Distrital do PSD

O presidente da Distrital de Beja do PSD volta a defender a requalificação dos órgãos de poder intermédios regionais e a criação de regiões administrativas no país.
Para Mário Simões a reforma do Estado não pode “ser apenas um slogan” numa altura em que Portugal está “profundamente desequilibrado”, com um interior “anémico” e “exaurido de massa crítica” e um litoral “onde se acotovelam cada vez mais”.
Nesse sentido, o líder dos sociais-democratas entende que reformar o Estado “significa combater exaustivamente o centralismo do Terreiro do Paço” e, consequentemente, “dignificar as regiões do interior”.
Isso passará pela implementação de “políticas de combate às assimetrias” e “por retirar dos círculos de Lisboa, Porto, Braga e Setúbal a hegemonia da representatividade parlamentar”, diz em declarações ao “CA”.
No caso concreto do distrito de Beja, Simões reconhece mesmo que apenas três deputados “representam e permitem muito pouco”. “É o Estado no seu pior”, vinca.
Daí fazer a apologia de que a reforma do Estado deve também passar “pelas reformas das instituições, onde o Parlamento se inclui”. “Reformar o Estado é também a oportunidade para requalificar os órgãos de poder intermédios regionais e, consequentemente, cumprir a Constituição criando finalmente as regiões administrativas”, acrescenta.
Sobre o Baixo Alentejo, Mário Simões afirma que chega de “grandes obras públicas”, sendo preferível apostar “na formação das pessoas”, de modo a que Alqueva também “seja aproveitado pelos que cá nasceram e cá estão”.
Um objectivo em que, na visão do social-democrata, será fundamental o papel do Instituto Politécnico de Beja.
“O IPBeja tem de ser o verdadeiro pólo de competitividade do distrito, afirmando-se, a par de Alqueva, como um dos pilares estratégicos de desenvolvimento regional”, conclui.

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Correio Alentejo

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