200 pessoas manifestram-se contra fecho dos CTT em Ervidel

200 pessoas manifestram-se

Cerca de duas centenas de pessoas protestaram esta terça-feira, 14, de manhã em Ervidel, no concelho de Aljustrel, contra o fecho da estação local de Correios.
O protesto, promovido pela Junta de Freguesia de Ervidel, começou cerca das 10h00 junto à estação de Correios da vila, que estava fechada "por razões de segurança", segundo se podia ler num papel colocado na porta das instalações.
Durante a concentração, os manifestantes entoaram frases de ordem, como "Ervidel diz não ao fecho da estação", e cantaram, por duas vezes, a canção de intervenção "Grândola Vila Morena", além de numa faixa se poder ler "Ervidel está contra o encerramento da estação de correios".
Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Ervidel (CDU), Manuel Nobre, disse que a iniciativa destinou-se a "tentar demover a administração dos CTT" de fechar a estação.
"A população está descontente, não aceita, nem compreende o fecho da estação de correios", porque considera que "tem direito a um serviço público de correios", disse, classificando a decisão dos CTT como "um ataque à população".
Segundo Manuel Nobre, "a população está disponível para lutar pela estação de correios" e deverá deslocar-se a Lisboa, no dia 7 de Junho, para protestar junto às instalações dos CTT.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Aljustrel, Nelson Brito (PS), que participou na concentração, disse que a autarquia está "completamente contra" o fecho da Estação de Correios de Ervidel, o qual considerou "um mau tributo e um golpe rude à população".
"Queremos que o interior do país seja cada vez mais viável e apelamos a empresários para investirem no interior do país e, depois, o Estado, directamente ou através das suas empresas, toma decisões, como encerramentos de serviços públicos, que tornam inviável o interior do país", lamentou Nelson Brito.
Segundo o autarca, a Câmara de Aljustrel vai apresentar uma providência cautelar, junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, para tentar evitar o fecho da Estação de Correios de Ervidel.
Nelson Brito disse que a autarquia já pediu reuniões, "com carácter de urgência", às administrações dos CTT e da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) para lhes "fazer ver a necessidade de manter" a estação de Correios de Ervidel aberta ao público.
Num comunicado enviado hoje à Lusa, os CTT informam que vão "transferir", em data ainda não prevista, os serviços prestados pela Estação de Correio de Ervidel para um novo Posto de Correio, que será criado "a 100 metros de distância" da actual estação e "explorado" por um parceiro da empresa.
Por isso, os CTT "estimam que o impacto da transferência para a população é nulo" e referem que "todos os serviços postais" vão continuar "disponíveis a 100%, incluindo os pagamentos de vales de prestações sociais, a cobrança de facturas e a recepção de objectos registados e encomendas".
Segundo os CTT, a transferência "em nada afecta a normal distribuição feita pelos carteiros", que será "garantida todos os dias, nos mesmos moldes, com os mesmos giros e pelos mesmos profissionais".
Por outro lado, informam os CTT, a transferência não implica qualquer perda de postos de trabalho", porque "os trabalhadores colocados em Ervidel continuarão a exercer a sua actividade noutras estações de correio".
"A transferência de serviços é consequência do sobre-dimensionamento da oferta dos Correios nesta área, face às necessidades", explicam os CTT, referindo que, "entre 2007 e 2011, a estação de Correio de Ervidel perdeu um quarto dos seus clientes (-25,5%)" e, "por essa razão, a empresa procedeu "a uma análise rigorosa, tendo em conta a necessidade de manter o acesso dos clientes ao serviço, o que está garantido".

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Correio Alentejo

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